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Igreja que era o símbolo da presença de cristãos no Níger está desolad

Publicado em 07 ago 2015

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Seis meses após o atentado terrorista ao jornal satírico francês, Charlie Hebdo, em Paris, os cristãos ainda sentem o peso das consequências em vários países onde a religião islâmica predomina, enfrentando os piores ataques da história. No Níger, em janeiro, centenas de muçulmanos atacaram e saquearam propriedades e igrejas, gritando “”Allahu Akbar”” (“”Alá é o maior””).



Dez pessoas morreram, mais de 70 igrejas foram destruídas, incluindo escolas, organizações cristãs e até um orfanato. Cerca de 30 casas de cristãos também foram saqueadas e incendiadas. O trabalho de reconstrução ainda é lento e bastante caro. As igrejas e propriedades que foram mais danificadas ainda nem foram reconstruídas, e o apoio financeiro prometido pelo Estado ainda não chegou.



No coração da capital, Niamey, a igreja Batista “”Roundabout””, que foi fundada em 1929, e que era o símbolo da presença de cristãos protestantes no Níger, agora tem seu telhado desabado, sua fachada e paredes enegrecidas pelas chamas e um aspecto total de desolação. Uma igreja que já recebeu gerações de todas as origens geográficas e sociais, estudantes, diplomatas e empresários, expatriados e nigerianos.



Infelizmente, a Roundabout foi um dos primeiros alvos dos manifestantes que alegaram sentir raiva do presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, e outros cinco chefes de Estados africanos, simplesmente porque eles deram um suporte à revista considerada antirreligiosa, logo após o ataque sofrido pelos radicais islâmicos. A igreja tornou-se uma fonte de curiosidade para os transeuntes e um esconderijo para os desocupados. Infelizmente, as finanças atuais da igreja não permitem nem o início da reconstrução.

A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.