Mais de 58 mil rohingyas fogem para Bangladesh

Suas casas e campos foram bombardeados, forçando-os a fugir de Mianmar

Portas Abertas • 5 set 2017


Mais de 2.600 casas foram queimadas. Cerca de 300 pessoas morreram e 55 ficaram feridas. Todos que não conseguiram fugir foram mortos.

Mais de 2.600 casas foram queimadas. Cerca de 300 pessoas morreram e 55 ficaram feridas. Todos que não conseguiram fugir foram mortos.

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A minoria étnica Rohingya habita na costa oeste de Mianmar, no Estado de Rakhine, cuja capital, Sittwe, é a linha de frente do budismo birmanês. Suas casas e campos foram bombardeados, forçando-os a fugir. Mais de 2.600 casas foram queimadas. Cerca de 300 pessoas morreram e 55 ficaram feridas. Todos que não conseguiram fugir foram mortos. Crianças estão desaparecidas e mulheres foram agredidas. “Os soldados e a polícia cercaram nossas casas e começaram a atirar contra todos: homens, mulheres, crianças; eles não pouparam ninguém”, diz uma das sobreviventes que conseguiu fugir pelos campos de arroz.

 

Segundo os atacantes, as ofensivas são uma operação de limpeza que visa remover terroristas de seu país. São motivados pelo fato de os Rohingya serem em sua maioria muçulmanos. Por anos, eles têm sido segregados pelos budistas, sendo-lhes negados direitos básicos. Sabe-se da existência de ex-muçulmanos convertidos ao cristianismo entre eles. Na versão de um dos altos oficiais do governo, muçulmanos terroristas estavam tentando implantar um estado islâmico no país. Ele diz que 1,1 milhão de Rohingya não têm uma identidade, não fazem parte de seu país, apesar de estarem lá há várias gerações. “Não existe nenhum Rohingya no nosso país, na nossa história”, afirma. Os Rohingya não têm identidade porque o governo de Mianmar lhes nega cidadania.

Um jovem Rohingya diz que tudo piorou desde que a ministra das Relações Exteriores, Aung San Suu Kyi, assumiu o poder, em novembro de 2015. Onde ele vive, em Sittwe, capital de Rakhine, os 140 mil Rohingya espalhados em 13 campos de refugiados lamentam os ataques ocorridos com seus compatriotas no norte do estado. Há cinco anos esses campos são mantidos sob vigilância por homens armados, e eles não são autorizados a sair. De acordo com a ACNUR (Alto Comissariado da ONU para Refugiados), cerca de 58.600 Rohingyas fugiram para Bangladesh. Mas muitos deles não sobreviveram ao caminho.

 

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