Mais dois incidentes com bombas abalam a Indonésia

Ataques feitos por famílias é o que todos os incidentes têm em comum

Portas Abertas • 16 mai 2018


Cristão indonésio em oração (Imagem ilustrativa)

Cristão indonésio em oração (Imagem ilustrativa)

Na manhã de segunda-feira (14), uma família de homens-bomba montados em uma motocicleta se detonou no portão de uma delegacia. Quatro policiais e outras seis pessoas que estavam por perto ficaram feridas. O incidente aconteceu um dia após o bombardeio a três igrejas em Surabaya, na Indonésia, no qual pelo menos 14 pessoas morreram, além dos homens-bomba, e dezenas ficaram feridas.

Na noite de domingo (13), houve uma outra explosão de bomba no apartamento de uma família de seis membros em Sidoarjo, a 41Km de Surabaya. O casal, Anton e Puspita, ambos de 47 anos, e o filho mais velho, 17, estavam preparando a bomba, que explodiu antes da hora. Os três morreram, deixando os três filhos mais novos e várias bombas ativas no apartamento.

A polícia anunciou que uma família era responsável pelos ataques às igrejas: Dita Supriyanto, de 47 anos, sua esposa, de 43, e seus quatro filhos – duas meninas, de 8 e 12 anos, e dois meninos, de 16 e 18 anos. Dita deixou sua esposa e as duas meninas em frente ao estacionamento da Igreja Cristã da Indonésia (GKI) e se dirigiu para a área externa da Igreja Pentecostal de Surabaya (GPPS), onde detonou a bomba. Os dois meninos foram vistos dirigindo uma motocicleta em direção à Igreja Católica Santa Maria, mas impedidos de entrar pelo coordenador de segurança da igreja, Bayu. Segundos depois, a bomba explodiu.

A família de terroristas teria acabado de retornar da Síria, onde havia recebido treinamento paramilitar do Estado Islâmico (EI). Dita, o pai da família, é conhecido como o cabeça do Jamaah Ansyarut Daulah (JAD), um grupo terrorista de Surabaya, que é o maior apoiador do EI na Indonésia e tem células em províncias de todo o país.

Acredita-se que o repentino surgimento de ataques letais seja uma forma de retaliação de grupos terroristas ligados ao EI. “Nós recentemente capturamos os líderes do JAD e de outro grupo terrorista que também apoia o EI na Indonésia, então o incidente é muito provavelmente um ato de vingança”, disse o chefe da Polícia Nacional do país, Tito Karnavian. Por isso, a capital Jakarta e seus arredores estão em alerta de segurança máxima.

Uma das igrejas atingidas nos ataques de domingo é parceira da Portas Abertas. O pastor, Yonathan, disse que quatro membros da igreja foram mortos, além de um segurança (Min, de 52 anos). Umas das vítimas fatais era um adolescente de 17 anos, Daniel, que tentou impedir que o carro dos homens-bomba entrasse pelo portão da igreja. “Se não fosse por sua coragem, mais pessoas teriam ficado feridas”, comentou um indonésio nas redes sociais.

O pastor Yonathan, que participou de um curso Permanecendo Firme Através da Tempestade (PFAT), reuniu a igreja para orar logo após o ataque. “Precisamos estar mais perto de Deus do que nunca. Alguns podem estar com medo de adorar por causa do incidente, mas não podemos dar lugar ao medo”, disse ele à Portas Abertas. Ele pede que oremos para que os membros da igreja sejam fortalecidos na fé, dizendo: “A proteção Dele é a melhor. Podemos não entender seus caminhos, mas ele é sempre bom, o tempo todo”. Juntemo-nos a eles em oração.

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