Menina é forçada a casar para se converter ao islã

Elisha, de 12 anos, foi devolvida à família, mas as ameaças vindas da família do sequestrador são constantes

| 21/02/2018 - 00:00

Ore pela vida de Elisha e de sua família (Foto representativa por razões de segurança)

Ore pela vida de Elisha e de sua família (Foto representativa por razões de segurança)


Elisha, filha de Iqbal Masih, compareceu ao Tribunal Superior de Islamabad, capital do Paquistão, no dia 8 de fevereiro, onde se apresentou com um nome muçulmano. Mas disse ao juiz, Shaukat Aziz Siddiqui, que abraçou o islã “apenas para o casamento”, informou um jornal local. Seu pai apresentou acusações contra um homem chamado Qadeer Ismail, que se registrou na certidão de casamento com 20 anos, mas que Iqbal Masih diz ser mais velho. Elisha foi registrada com 18 anos na certidão de casamento, mas seu pai mostrou à polícia uma cópia de sua certidão de nascimento, mostrando que a menina vai fazer 13 anos em maio.

No Paquistão, os homens podem se casar a partir de 18 anos e as mulheres, 16 anos. Formalizar um casamento entre pessoas menores do que isso pode resultar em uma multa equivalente a 500 dólares (mais de 1600 reais). O advogado de Masih, Shakir Javaid, disse à Portas Abertas que o magistrado Waseem Ahmed Khan pediu um teste para estabelecer a idade da menina, e pediu também a prisão do clérigo que presidiu o casamento.

Polícia se recusou a registrar a queixa do pai cristão

Depois do casamento, o pai que é um trabalhador cristão que vive em Pindorian, Islamabad, foi à polícia e pediu-lhes que registrassem que ela havia sido sequestrada, mas a polícia se recusou. “Um homem da nossa localidade me entregou os certificados de conversão e confirmação do casamento e me disse para ler. Eu levei ambos os certificados mais a certidão de nascimento de Elisha à delegacia de polícia e lhes pedi para registrar uma ação criminal”, disse Masih.

“Para nos impedir de procurar assistência legal, a família de Ismail conseguiu que eu e minha esposa fôssemos presos por falsas acusações”, disse o pai da menina. Mas, Elisha retornou ao convívio familiar. O pai alegou ainda que “depois que Elisha nos foi entregue pelo tribunal, a família de Ismail está ameaçando consequências terríveis se a queixa não for retirada e ela não for devolvida para eles".

No Supremo Tribunal, foi perguntado a Elisha se ela sabia alguma coisa sobre o islã. “Quando perguntada quem era Jesus Cristo, ela disse que era um profeta”, disse o advogado de Masih. “Quando o juiz perguntou se conhecia algum outro profeta, ela disse que não”. O juiz Shaukat Aziz Siddiqui descreveu sua conversão ao islã como “indução e compulsão”.

“Ismail obtive ordens de fiança pré-prisão. Agora vou contestar essas novas ordens pelo Tribunal Superior de Islamabad, alegando que o casamento foi um ato de conversão forçada”, explicou o advogado do pai. A Assembleia de Sindh havia aprovado uma lei contra conversões forçadas, mas ela foi retirada em dezembro de 2016 devido à pressão de líderes muçulmanos.

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