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Mojtaba Khamenei é nomeado novo líder supremo no Irã 

O filho de Ali Khamenei indica a continuidade da repressão a cristãos e minorias religiosas

Publicado em 10 mar 2026 • Atualizado em 26 mar 2026

Bandeira do Irã, 10º país da Lista Mundial da Perseguição 2026

O filho de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, foi escolhido como o novo líder supremo do Irã. A decisão ocorreu após semanas de negociações e conversas diplomáticas entre Irã e Estados Unidos que foram encerradas ontem. Bombardeios e ataques de retaliação indicam aumento da tensão entre Irã, Estados Unidos e Israel. Cristãos enfrentam riscos maiores com a instabilidade e as mudanças no comando do país. Saiba como os cristãos são perseguidos no Irã, o 10º país da Lista Mundial da Perseguição 2026

Explosões em Teerã 

Em 9 de março de 2026, pela manhã, explosões foram ouvidas em Teerã, capital iraniana, quando Israel afirmou ter lançado um ataque “preventivo” contra o Irã. Em resposta, o Irã atingiu seis bases dos EUA na região do Golfo. Mísseis, sirenes e alertas em celulares dispararam em Bahrein, Catar, Abu Dhabi, Dubai, Kuwait e Arábia Saudita.  

Todos os mísseis foram interceptados antes de atingirem os territórios desses países, mas o pânico tomou conta de cidadãos no Irã e em países vizinhos como o Iraque. A situação aumentou a instabilidade em todo o Oriente Médio, com o número de vítimas crescendo diariamente. 

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Riscos para cristãos aumentam no Irã 

Períodos de instabilidade interna aumentam a pressão sobre os cristãos. Cristãos de origem muçulmana tornam‑se alvos quando o regime procura bodes expiatórios. Por serem vistos como alinhados culturalmente ao Ocidente, a vulnerabilidade dos cristãos perseguidos no Irã é maior. 

Refugiados afegãos no Irã 

No momento, a situação no Irã é extremamente desafiadora para todos os afetados pelo conflito contínuo e tensões políticas. Refugiados afegãos, alguns dos quais cristãos, enfrentam:  

  • Condições econômicas frágeis.  
  • Acesso limitado a trabalho e serviços. 
  • Risco elevado caso sejam deportados ao Afeganistão sob domínio do Talibã. 

Veja a história de Ariana, uma refugiada afegã que descobriu que o marido era cristão depois do casamento

Embora cristãos afegãos permaneçam particularmente vulneráveis, as condições imediatas de conflito, escassez e insegurança no Irã criam uma dificuldade compartilhada entre todas as comunidades, independentemente de origem ou crença.  

O que a Portas Abertas está fazendo para apoiar cristãos no Oriente Médio?  

Parceiros da Portas Abertas trabalham no Oriente Médio e Norte da África para ajudar cristãos perseguidos com treinamento, discipulado, cuidados pós-trauma e ministério online. Além disso, a Portas Abertas também mobiliza oração e apoio jurídico internacional pelos cristãos perseguidos na região.  

“Por favor, continuem orando. As pessoas precisam de esperança. Elas precisam saber que há um Salvador”, Sahar.

Perguntas frequentes 

Quantos cristãos estão presos no Irã? 

Em 2026, seis cristãos foram detidos, totalizando 48 prisioneiros contabilizados pela Portas Abertas nas pesquisas até o início do conflito no Irã, em fevereiro deste ano. Saiba mais na notícia sobre cristãos presos por orar e ler a Bíblia no Irã em 2025.

O que a liderança de Mojtaba Khamenei significa para os cristãos? 

A ascensão de Mojtaba Khamenei não significa mais liberdade para os cristãos no Irã; quase certamente significa perseguição ainda mais rígida. Sua nomeação como líder supremo indica maior repressão interna, não reforma.  

Em termos simples, para muitos cristãos – especialmente os que deixaram o islã para seguir a Jesus e membro de denominações cristãs não tradicionais – isso não é um novo capítulo de tolerância, mas a manutenção do padrão de opressão, controle e tratamento severo, em que seguir a Jesus ainda pode custar a igreja, o trabalho, a liberdade ou o futuro. 

A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.