Noeh entregou a petição e bolinhas de gude à ONU

Objetivo é que cristãos iraquianos e sírios tenham condições de permanência em seu país

| 13/12/2017 - 00:00


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A petição Um Milhão de Vozes de Esperança para o Iraque e Síria foi entregue ontem (12) à ONU pelo menino iraquiano Noeh, de 12 anos, e seu pai, Hathem. A petição é uma iniciativa da Portas Abertas para pedir que a ONU e outros órgãos com poder de decisão colaborem com líderes religiosos e organizações cristãs no estabelecimento e manutenção da paz, assim como na reconstrução das sociedades iraquiana e síria. 

A petição ressalta a necessidade de estruturas legais que assegurem os direitos de todos os cidadãos, independente de raça ou religião. “Esperamos ter plenos direitos no Iraque – essa é a coisa mais importante que precisamos para continuar no país. As coisas materiais são muito importantes, mas para continuar existindo precisamos de nossos plenos direitos como reais cidadãos do Iraque”, disse um líder cristão iraquiano. 

De acordo com um relatório de junho de três organizações filantrópicas (inclusive a Portas Abertas), o surgimento do Estado Islâmico (EI) em 2014 foi apenas o ponto crítico para seu deslocamento, e que será necessário mais que proteção contra o EI para que eles voltem. Segundo estimativas, meio milhão de cristãos já haviam fugido do Iraque nos dez anos anteriores à tomada das Planícies do Nínive pelo EI em 2014. 

O menino Noeh e sua família estavam entre as muitas famílias que foram obrigadas a fugir de Karamles, no Iraque, para cidades mais seguras, como Erbil. Agora 270 famílias, inclusive a de Noeh, já voltaram para Karamles. A escola dele já foi reaberta, mas sua família está morando com uma tia para guardar dinheiro para reconstruir a casa. 

“Eu fico muito triste com tudo que aconteceu. Quero muito voltar para minha casa e permanecer no meu vilarejo. Esta é nossa terra”, disse Noeh que, junto com a petição, também entregou à ONU algumas bolinhas de gude chamuscadas. São bolinhas que ele achou na primeira visita ao seu vilarejo, nos escombros do que antes era seu quarto. Que as bolinhas de gude sejam um memorial dele e de seu povo perante as autoridades internacionais. 

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