Prefeito diz que a festa do ‘Orgulho Gay Mundial’ vai provocar a Cidad

Portas Abertas • 14 jun 2004


O prefeito de Jerusalém, Uri Lupolianski, é contra a idéia da realização de um encontro internacional de homossexuais em sua cidade no ano que vem, pois isso iria, segundo ele, provocar os moradores da cidade. "O prefeito de Jerusalém é contra a realização do Orgulho Gay Mundial na cidade," disse o porta-voz da municipalidade de Jerusalém Giddy Schmerling em resposta por escrito a uma pergunta da CNSNews.com.

"O motivo é o medo de que grupos religiosos e conservadores possam considerar o evento como uma provocação, e que a parada possa incitar grandes protestos," disse Schmerling.

No entanto, Schmerling não informou se o prefeito estava tomando alguma providência para tentar evitar que o evento se realizasse.

A Associação Internacional de Coordenadores do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual e Transgênero, a Interpride, escolheu Jerusalém - cidade sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos - como a sede do Orgulho Gay Mundial de 2005, um evento GLBT marcado para acontecer em agosto do ano que vem.

Essa seria a segunda edição do evento. O Orgulho Gay Mundial, realizado pela primeira vez em Roma, no ano de 2000, durante a festa comemorativa do aniversário do Vaticano, e que atraiu homossexuais do mundo todo.

Para desconforto de Lupolianski, a comunidade homossexual de Jerusalém realizou sua terceira parada anual na cidade na semana passada. Até o momento, as paradas não têm provocado grandes protestos.

"Esta parada é horrível. Não é apenas uma coisa feia; é também uma provocação," disse Lupolianski em uma entrevista de rádio na semana passada. "Não é conveniente para a cidade e ofende os sentimentos de seus moradores. Até mesmo quem não mora em Jerusalém deve compreender que esta é uma cidade sagrada para os judeus e para o mundo inteiro."

Lupolianski disse que Jerusalém era uma "Cidade Santa" em "sua essência" e que, portanto, não deveria ser palco de uma manifestação pública como essa.

"Há uma diferença entre ver pessoas dançando um ritmo próprio a que estão acostumadas, e assistir a uma parada, a qual é uma tentativa de passar pulando e pisando nos pés do público que observa," disse ele. Acrescentou que, se pudesse ter impedido legalmente essa parada, ele o teria feito.

Hagai El-Ad, diretor da Jerusalem Open House (Casa Aberta de Jerusalém), que é uma ONG GLBT na cidade, disse que as tentativas de impedir a parada não funcionaram, assim como não funcionarão quaisquer "tentativas semelhantes no futuro".

Apenas alguns poucos judeus religiosos protestaram contra a parada da semana passada. Muitas pessoas naturais de Jerusalém se manifestaram contra a realização desses eventos em sua cidade, mas a maioria optou por ignorá-los.

Jonathan Rosenblum, diretor da organização de mídia judia ortodoxa Am Echad, disse que, em sua maioria, os judeus religiosos acham que as grandes manifestações públicas não têm resultado algum.

O anterior Ministro do Turismo Benny Elon disse que não iria destinar verbas para o Orgulho Gay Mundial porque o evento não iria contribuir para o turismo e até poderia ofender os turistas que vêm para o "centro da Terra Santa."

Leia no original no Crosswalk

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