Professor preso por afrontar religiosos islâmicos

Portas Abertas • 22 jul 2004


O professor iraniano Hashem Aghajari foi condenado a cinco anos de prisão por dizer que os muçulmanos não deveriam seguir seus líderes religiosos como macacos, disse seu advogado. Aghajari foi inicialmente condenado à morte por blasfêmia depois de um discurso em 2002. O veredicto causou grandes protestos de estudantes no Irã.

O caso é visto pelos analistas políticos como um teste para a liberdade de expressão no Estado islâmico. A condenação à morte foi revogada pela Corte Suprema, depois que muitos clérigos a consideraram dura demais.

No mês passado, um novo julgamento foi realizado. O tribunal de Teerã o condenou a cinco anos de prisão por insultar os valores islâmicos, disse Saleh Nikbakht, advogado de Aghajari.

Dois anos da sentença foram suspensos, ou seja, contando os dois anos que já passou preso, Aghajari será libertado em um ano, disse Nikbakht. Mesmo considerando a nova sentença uma vitória, Nikbakht disse que vai apelar.

Como a decisão judicial não é compatível com os comentários de meu cliente diante do tribunal, negando qualquer insulto à religião, vou apelar nos próximos 20 dias e tenho certeza de que a Suprema Corte revogará a decisão, afirmou.

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