Cristão indiano é liberto pela polícia saudita e volta para seu país

| 08/11/2004 - 00:00


Sete meses e sete dias depois de ter sido sentenciado, torturado e preso por acusações de "espalhar o Cristianismo" na Arábia Saudita, o indiano Brian O´ Connor foi deportado para o seu país de origem.

O indiano embarcou em um avião da Saudi Arabian Airlines de Ryadh às duas horas da manhã. Ele foi recebido por amigos cristãos que já estiveram em território saudita.

"É um milagre", Brian disse à Compass por telefone da casa de sua tia perto de Bombay. "Deus tem operado milagres em minha vida, e continuará a agir assim". Foi a primeira reunião de O´Connor com sua família desde abril de 1998, ano em que ele foi trabalhar na Arábia Saudita.

Brian disse que foi deportado incondicionalmente por autoridades sauditas. Ele foi liberto da Prisão AL-Hair às nove da noite e transferido para o terminal do aeroporto da capital.

Suas algemas foram removidas enquanto oficiais do aeroporto o entregaram à imigração, tendo a permissão da polícia para sair da prisão e poder ver seus amigos sauditas.

Depois de ser acompanhado através do portão de embarque, Brian foi tratado como um passageiro normal, principalmente estando entre os outros viajantes.

No dia 20 de outubro, Brian tinha sido acusado pela corte islâmica com uma sentença de três meses e 300 chibatadas. Mas o indiano tinha recusado aceitar o veredicto, apesar da advertência do juiz de que ele poderia passar por punições mais severas caso rejeitasse a decisão da justiça.

Sendo assim, na noite do dia 30 de outubro, Brian O´Connor disse que foi informado, sem nenhuma explicação, de que estava sendo deportado. Entretanto, depois de ter sido liberado de sua cela naquela mesma noite, oficiais da prisão disseram que não era possível devolver a ele o dinheiro confiscado.

Quando ele insistiu que o dinheiro teria que ser devolvido, um oficial perguntou, "afinal você quer ir para o aeroporto ou ter o seu dinheiro de volta?".

"Eu disse que queria as duas coisas", disse ele à Compass. "Esse dinheiro pertence a Deus, e deve ser usado somente para Ele". Para a surpresa dos oficiais, Brian calmamente voltou para a sua cela, aguardando mais dois dias de prisão até o próximo vôo, tendo o seu dinheiro de volta.

Brian O´Connor tinha persistentemente negado duas alegações contra ele por um grupo de "muttawa" (polícia saudita religiosa) que o deteve no dia 25 de março, agredindo-o fisicamente e o torturando por sete horas levando o até a delegacia. A muttawa alegou que ele foi pego vendendo licor e vídeos pornográficos.

Mas durante sua audiência no dia 15 de setembro, Brian confirmou as acusações de que ele tinha Bíblias em sua casa, declarando abertamente que ele tinha trazido de seu país para uso pessoal.

Ele também testificou que depois que as autoridades sauditas disseram publicamente, em abril de 2003, que não-muçulmanos eram "livres de praticar a religião em particular", ele passou a realizar estudos bíblicos em sua casa para cristãos expatriados.

Brian O´Connor, de trinta e seis anos, tinha trabalhado como agente de carga para a Saudi Airlines no aeroporto de Riad nos últimos seis anos.

A prática rígida do islamismo Wahhabi não permite liberdade de religião, embora o governo alegue "tolerância" para com os milhares de não-muçulmanos trabalhando nos país que querem ter liberdade religiosa em suas vidas particulares.

Pela primeira vez no mês retrasado, o Departamento do Estado Americano classificou a Arábia Saudita como um dos oito países de preocupação particular por suas "transgressões apelativas para com a liberdade religiosa".


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