Perseguição no Estado de Chiapas continua

| 08/03/2005 - 00:00


Embora os problemas de intolerância religiosa no sul do estado mexicano de Chiapas tenham diminuído nos últimos anos, a perseguição de cristãos evangélicos ainda persiste em pequenas comunidades, segundo Abdias Tovilla, advogado cristão.

Tovilla aponta a cidade de San Ididro Chejilte, região municipal de Teopisco, onde líderes determinados a livrarem a cidade dos evangélicos solicitando uma mudança na administração legal de suas propriedades. Atualmente, cada família, tem direito a uma terra, mas em julho passado, a maioria da cidade votou pela mudança na propriedade particular para terra comunitária, ou ejidos, para que a propriedade de todos esteja debaixo de uma só jurisdição da cidade. Quando o status legal da terra é alterado líderes votaram pela expulsão de trinta e quatro evangélicos de Lily e da Igreja Pentecostal do Vale, pastoreada por Marcelo Cruz Castellanos.

Em outro caso, os lideres da cidade de El Retiro, região municipal de Oxchuc, proibiram a congregação a Igreja Portas do Céu de construírem qualquer tipo de edificação para uso religioso. A igreja inclui cinqüenta chefes de famílias. De acordo com o pastor Jorge Santis Gómez, lideres da cidade também proibiram evangelismo nas ruas.

Em uma nota positiva, agências governamentais assistiram aproximadamente noventa nativos evangélicos refugiados para a volta de suas casas na cidade de 20 de Noviembre na região de Las Margaritas. Há dois anos, eles foram expulsos da cidade por razoes políticas. Enquanto refugiados, eles se converteram ao cristianismo. Embora o governo tenha ajudado, a situação deles passou a ficar desesperadora. Recentemente, o governo ajudou a suavizar a volta deles para casa, e líderes da cidade chegaram a um acordo com o líder evangélico, Jose Lino Alvarez Mendez, como sinal de paz. Entretanto, muitas das casas e propriedades foram danificadas e os problemas continuam, mas agora eles têm uma oportunidade de trabalharem e produzirem por conta própria.

Em Los Pozos, região municipal de Huixtlan, autoridades locais ameaçaram os evangélicos com expulsão, de acordo com Notimex, uma agência de notícias. Na quinta feira, três de março, Pedro Gómez Mendez e Emilio Pech Aguilar disseram à agência de que foram alertados, "se vocês querem ficar nessa cidade, terão que deixar o cristianismo para sermos amigos. Caso contrário, destruiremos a casa de vocês".

Há dois anos, católicos tradicionais destruíram uma igreja evangélica em Los Pozos e dezenas de evangélicos foram presos, sendo assim, os fiéis estão levando muito a sério essas últimas ameaças.

O pastor evangélico Reynaldo Gómez Ton, que lidera um pequeno grupo de nove famílias em Alas de Guila, assegura que os fiéis cumpriram com todos os projetos da comunidade que foram assinados e que respeitam os festivais católicos tradicionais. Entretanto, eles acham que deveriam ter liberdade de escolher a religião que bem entenderem.

Preconceito contra evangélicos não fica só restrito à Chiapas. Um médico que mora perto da capital do país recentemente relatou um incidente onde uma professora agrediu fisicamente uma estudante por ela ser cristã. A médica Abigail Munoz Gonzáles disse à CompassDirect que ela tratou a estudante Virginia Hernandes Diaz que teve seu lábio superior cortado.

Virginia vai a escola de Benito Juarez em Ecatepec, ao norte da capital. Durante as férias, no dia 11 de janeiro, as crianças estavam comparando presentes que tinham recebido dias antes no Dia do Reis, celebrado no México em homenagem à Magi. Um garoto disse que seu presente era o melhor, mas Virginia disse que seu presente do amor de Jesus era bem melhor pegando a Bíblia de sua mochila e mostrando aos outros.

Quando seus colegas viram a Bíblia, eles começaram a zombarem dela atirando pedaços de comida nela. A professora ouviu tudo e pediu para Virginia voltar à sala onde a professora pegou uma régua e bateu em sua boca tão forte que a Virginia teve que fazer uma cirurgia para costurar o machucado. Quando ela agrediu a aluna, a professora disse, "nós não queremos evangélicos aqui!" Virginia controlou o sangramento com tecido até sair da escola.

A mãe de Virginia se recusou a prestar queixa contra a professora pois ela tem outras duas crianças na mesma escola e teme que todos eles sejam expulsos ou tratados com intolerância. Ela não tem recursos financeiros para pagar por uma escola particular e não querem que suas crianças sofram. Virginia foi alertada a ficar calada sobre sua religião e passou a ficar bem tímida na sala.


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