Cristão é torturado pela polícia

| 13/07/2005 - 00:00


Um membro de uma igreja pentecostal na capital uzbeque de Tashkent tem sido torturado, sob a custódia da polícia, desde sua prisão no dia 14 de junho, enquanto outros membros da igreja foram intimados e ameaçados, segunda afirmaram fontes da Igreja do Evangelho Pleno ao Forum 18 News Service no dia 28 de junho. Elas dizem que Kural Bekjanov, de 19 anos, tem sido torturado tanto pela polícia quanto por prisioneiros, na tentativa de pressioná-lo a abandonar sua fé cristã. Quando sua mãe Gulya pôde finalmente vê-lo, ele havia perdido peso, tinha dificuldade para andar e seus dedos e pernas estavam cobertos de sangue. "A polícia ameaçou colocá-lo em uma cadeira elétrica - acredite em mim, isso tudo está acontecendo", disse um membro da igreja.

Kural foi preso no dia 14 de junho em sua casa em Tashkent e levado à delegacia da cidade de Mirobad. Inicialmente ele foi acusado de estar envolvido no assassinato de uma cidadã americana de origem coreana, Kim Khen Pen Khin, de 65 anos de idade, que trabalhava com igrejas pentecostais em Tashkent. O corpo dela foi encontrado no centro de Tashkent no dia 11 de junho. Apesar das acusações de envolvimento contra Kural Bekjanov terem sido emitidas dois dias depois de sua prisão, os membros da igreja disseram que, quando a polícia descobriu que ele era cristão, começaram a espancá-lo. "Sua mãe ouviu o choro de seu filho e implorou aos policiais para pararem de bater nele", um membro da igreja disse. "Disseram-lhe que não era o choro de seu filho, mas ela disse que conhecia a voz do próprio filho".

Kural foi então transferido para a delegacia principal da cidade onde "as piores coisas de todas começaram", disse um membro da igreja. Ele foi colocado em uma cela com supostos wahhabis e membros da Akramia (ambas são seitas islâmicas), que disseram ter sido pegos pela polícia em Andijan. "Esses prisioneiros perguntaram-lhe se ele era um cristão, e quando ele respondeu sim, bateram nele brutalmente", um membro da igreja disse. "Os policiais viram, mas não fizeram nenhum esforço para intervir".

Fontes disseram que a polícia "torturou brutalmente" Kural toda noite pelos doze dias seguintes, inserindo-lhe agulhas debaixo das unhas (uma forma de tortura relatada por outros ex-prisioneiros do Uzbequistão). Suas costelas foram quebradas. "Cada cristão em Tashkent ficou chocado ao descobrir que o objetivo da tortura era fazê-lo renunciar sua fé em Cristo", um fonte de Tashkent disse ao Forum 18.

Kural não foi o único membro da Igreja do Evangelho Pleno a ser interrogado com o descobrimento do corpo de Kim Khen Pen Khin. Fontes dizem que a polícia estava menos interessada em investigar o assassinato do que em questionar os membros da igreja sobre seus credos. "Nas últimas duas semanas, dois membros da igreja foram brutalmente espancados - um deles é um pastor que está se recuperando depois de sofrer concussões e outros sete ferimentos", afirmou um membro da igreja. "Além disso, 17 membros da igreja - entre eles quatro trabalhadores - foram interrogados por um período de oito a catorze horas, de uma vez só. Eles foram insultados, humilhados e ameaçados - a polícia falou com eles de uma maneira que não se falaria nem com animais. A cada dia está ficando pior".

Outro membro da igreja relatou que foi intimado na manhã do dia 17 de junho por um investigador chamado Murad, em uma delegacia de Mirobad. Murad bateu nele tão forte que ele caiu e começou a chorar. "Ele me xingou, usando todos os tipos de palavras terríveis", disse o membro da igreja. "Então ele ordenou que eu me ajoelhasse e o reverenciasse. Quando eu recusei, ele me bateu e me chutou no estômago." Ele não foi liberado até às 19 horas. O membro da igreja fez uma queixa ao promotor público de Tashkent e a outras agências.

Texto enviado por Daila Fanny.


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