Igrejas evangélicas protestam contra discriminação

| 25/08/2005 - 00:00


Líderes de várias igrejas evangélicas protestaram, na sexta-feira, 19, perante o defensor do povo da cidade, Adolfo León López, por receberem tratamento discriminatório do governo local e de organismos estatais.

Eles disseram que não são reconhecidos como autoridades espirituais, e queixaram-se de que em várias oportunidades tiveram negado o acesso em penitenciárias e centros de saúde. Os evangélicos pedem o mesmo tratamento dado à Igreja Católica.

As igrejas cristãs sentem-se discriminadas e sem possibilidades de participar das decisões locais, disse o vereador José Fernando Gil. Ele alegou que o governo local não foi eqüitativo, pois enquanto isenta os católicos do pagamento de imposto o mesmo não ocorre com os cristãos evangélicos.

O vereador disse que os evangélicos pedem que os deixem exercer com plena faculdade a liberdade de culto, tanto em aspectos formais da administração municipal como no relativo à cobertura educativa.

Gil sublinhou que a municipalidade estabeleceu requisitos extremos para impedir que os evangélicos conquistem a isenção de impostos. Embora o país consagre a liberdade de culto, os casamentos realizados nas congregações cristãs não são reconhecidos, comparou.

É preciso abrir caminhos ativos que dignifiquem o exercício dos cristãos em todas as suas dimensões, frisou um representante evangélico.

Ao término da reunião, López disse que trabalhará para solucionar as reivindicações apresentadas pelos representantes das igrejas evangélicas da cidade junto a instituições como a Secretaria de Infra-Estrutura, Planejamento, Casa Civil e Educação.

López anunciou para novembro próximo a realização de um fórum nacional Pelos Direitos Humanos e a Liberdade de Cultos, que, segundo ressaltou, permitirá a expressão democrática do argumento dos evangélicos.

Vamos fazer uma grande conferência com estudiosos nacionais e internacionais que nos expliquem as vivências para construir uma sociedade justa, igualitária e que fundamentalmente respeite a liberdade de culto e a liberdade de credos em Cali, declarou.

Em Cali existem cerca de 400 mil pessoas que integram aproximadamente 500 congregações cristãs representadas pela Associação de Ministros Cristãos Evangélicos do Valle do Cauca -ASMICEV, reconhecida pelo governo desde 1997.


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