Comunidade copta enfrenta novas ameaças

| 24/10/2005 - 00:00


Na quarta-feira, 18, um estudante muçulmano esfaqueou uma noviça copta dentro da Igreja São Jorge, em Alexandria. A polícia prendeu o homem e agora o interroga sobre o incidente, disse o oficial, que falou em condição de anonimato.

O padre Agostino, chefe da igreja, disse que o agressor tinha por volta de 20 anos e esfaqueou a noviça no peito assim que o culto terminou. Ele também disse que a vítima, com mais de 40 anos, estava em estado grave depois de seu pulmão ferido ter sido submetido à cirurgia.

Um fiel, que estava atrás da noviça, também foi atacado, mas seu ferimento foi menos sério.

"Depois de esfaquear a noviça e o fiel, o agressor se ajoelhou e orou a Deus, como se agradecesse a Ele por ter completado a tarefa", o padre disse. Agostino não testemunhou o incidente, mas recontou o que outras pessoas da igreja disseram.

O incidente é conseqüência de uma manifestação feita na sexta-feira anterior, do lado de fora da igreja. Mais de mil muçulmanos protestaram contra a distribuição do DVD de um drama encenado dentro da igreja em 2003, chamado "Eu era cego mas agora vejo".

A peça é sobre um universitário cristão que se converte ao islamismo quando um grupo de muçulmanos lhe promete dinheiro. Quando ele se desencanta com sua mudança, o grupo o ameaça, evitando assim que ele volte à sua fé original.

Agostino negou que a igreja, ou qualquer outra pessoa ligada a ela, tenha distribuído o DVD. Ele disse que a peça foi realizada apenas uma vez, na comemoração do Ano Novo Copta.

Depois que os jornais do Egito mencionaram o protesto contra a peça, considerada blasfema, o grupo islâmico Mujahadin "pensou, de imediato, em destruir a igreja", segundo uma afirmação na internet. "O Mujahadin se preparou, mas encontrou o que estava esperando. A polícia, os serviços secretos e as forças de segurança internas rodearam a área, protegendo a igreja".

"Se os responsáveis pela ofensa não admitirem sua culpa, qualquer cristão que pregar na igreja será alvo do Mujahadin".

No Egito, os coptas, cujas raízes históricas são do primeiro século do cristianismo, representam 10 por cento da população.

Normalmente as relações tranqüilas entre a população muçulmana e os coptas se agitam, em particular quando há alegação de conversões forçadas.

Texto enviado por Daila Fanny.


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