ViolĂȘncia atinge igrejas na França
Publicado em 11 nov 2005
Na quarta-feira, 9 de novembro, pastores e padres estavam inquietos, se preparando para outra noite de ataques na França depois que vĂĄrias igrejas foram agredidas e uma pessoa morreu nas quase duas semanas de violĂȘncia que se espalhou de Paris para todo o paĂs.
Os protestos noturnos contra o racismo e o desemprego diminuĂram um pouco na regiĂŁo da grande Paris, onde a violĂȘncia cresceu tanto a ponto de atirarem na polĂcia. Mas os tumultos continuam em outras partes da França.
Ekklesia, um grupo de teĂłlogos cristĂŁos da Inglaterra, teve notĂcia de que pelo menos duas igrejas e vĂĄrias mesquitas sofreram impactos com a contĂnua desordem. Ela disse em uma mensagem ao BosNewsLife: “Uma igreja na cidade de Sete, no sul da França, e outra em Lens, ao norte, foram atacadas durante o fim de semana”.
Na segunda-feira, 7 de novembro, um homem espancado por um jovem veio a ser a primeira vĂtima fatal da violĂȘncia, que jĂĄ fez diversos feridos, centenas de detençÔes e milhares de carros queimados.
Os ataques, iniciados depois da morte de dois garotos de famĂlias imigrantes, que pareciam fugir da polĂcia, se tornaram um forte sĂmbolo do fracasso da França em integrar suas minorias. A maior parte dessas pessoas vive nos subĂșrbios franceses, onde a falta de emprego entre os jovens Ă© duas ou trĂȘs vezes maior do que a mĂ©dia nacional.
A fim de conter a violĂȘncia, o primeiro ministro Dominique de Villepin introduziu reforços policiais e toque de recolher, que nĂŁo se viam desde o fim da guerra argelina pela independĂȘncia, de 1954 a 1962.
Ekklesia comentou que “grupos de liberdade civis se preocupam com o fato da contenção se tornar um meio de repressĂŁo, algo capaz de piorar o problema a longo prazo”.
Grupos de direitos religiosos ligaram a violĂȘncia Ă s queixas de desemprego e discriminação dentro da comunidade imigrante. Ekklesia afirmou que, apesar da liderança francesa apoiar a igualdade, “na prĂĄtica … aqueles que procuram empregos e possuem nomes ĂĄrabes tĂȘm chance cinco vezes menor de obter uma resposta, se comparado Ă queles com nome francĂȘs”.
As taxas de desempregados e de desabrigados entre os ĂĄrabes sĂŁo trĂȘs vezes maiores do que a mĂ©dia nacional. Ekklesia tambĂ©m disse que a raiva foi alimentada com queixas de muçulmanos, judeus e cristĂŁos de que o tipo de secularismo promovido pelo estado Ă© “mais anti-religioso do que neutro”.
Texto enviado por Daila Fanny.
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