Governo chinês liberta líder de igreja doméstica

Portas Abertas • 23 nov 2005


A China Aid Association (CAA) disse que um influente líder de igreja doméstica, seqüestrado junto com seu filho pelas forças de segurança chinesas, foi libertado na segunda-feira, 21 de novembro, algumas horas depois do presidente americano George W. Bush ter deixado o país. Segundo esse grupo de direitos humanos, Zhang Mingxuan e seu filho foram soltos às 9h30 (horário local).

A CAA informou que na sexta-feira, 18 de novembro, "eles foram colocados em um carro e levados de Pequim por diversos agentes de segurança" para a província de Henan, onde "ficaram detidos e monitorados de perto no hotel Sheqi County - usado para convidados do governo -até o presidente Bush sair da China".

"Nenhum deles foi tratado com brutalidade, mas o pastor Zhang não pôde ficar com seu celular até ser libertado". O pastor Zhang se recusou a comer qualquer alimento oferecido pelo governo. Foi dito que ele estava "de bom humor".

A CAA citou o pastor, que declarou: "Compartilhei as Boas Novas de Jesus Cristo com todos os oficiais que me vigiavam na sala do hotel".

A entidade também soube que outros oito líderes de igreja doméstica na província de Henan foram libertados sábado, 19 de novembro, mas avisou que "nada que havia sido confiscado das propriedades das igrejas foi devolvido".

As autoridades chinesas não fizeram nenhum comentário, mas o governo da China negou abusos aos direitos humanos no passado, dizendo que persegue apenas seitas perigosas e os violadores da lei.

Os líderes de igreja libertados "estavam muito felizes e honrados por serem os bem-aventurados que são perseguidos por causa da justiça", segundo um oficial citado pela CAA, em condição de anonimato.

Ainda não é claro se a pressão do presidente Bush teve um peso importante na decisão de libertar os cristãos detidos há pouco tempo. Entretanto, Bush, que participou de um culto em Pequim, afirmou aos repórteres ter discutido a liberdade religiosa durante sua visita de dois dias à China.

"É importante que a liberdade social, política e religiosa cresça na China", ele disse no domingo, 20 de novembro, ao lado do presidente chinês Hindu Jintao.

Bush afirmou que exigir liberdade religiosa era uma boa maneira de assegurar a existência das outras liberdades. "Elas caminham de mãos dadas. Uma sociedade que reconhece a liberdade religiosa é uma sociedade que reconhece a liberdade política também", ele explicou. "O presidente Hindu é um parceiro reflexivo e ouviu o que eu tinha para falar".

A maioria dos 80 milhões de cristãos, segundo estimativas da China, cultua em igrejas domésticas ilegais, sem permissão para se reunir abertamente em igrejas comuns. Acredita-se que 17 milhões reúnem-se em igrejas dirigidas pelo estado.

Texto enviado por Daila Fanny.

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