Igrejas indonésias recebem mais ameaças

| 02/12/2005 - 00:00


Enquanto o Natal se aproxima, as ameaças de ataques contra as comunidades cristãs na Indonésia se tornam mais e mais concretas. As igrejas católicas e protestantes em Jember - na província de Java Leste - receberam cartas anônimas, ameaçando-as de ataque. Os líderes das igrejas, entretanto, não fizeram nenhum comentário sobre o que parece ser uma verdadeira campanha de intimidação psicológica na região.

Fundamentalistas islâmicos têm em vista mais do que a Indonésia: parece que eles têm seus olhos em todo o Sudeste Asiático. Ontem o inspetor geral Made Mangku Pastika, chefe da polícia de Bali, revelou um documento contendo informações sobre um plano-mestre do Jemaah Islamiyah (JI) - o grupo terrorista ligado à Al Qaeda - para realizar a jihad (guerra santa) nos países que faziam parte da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático). O documento, intitulado "Guias Gerais para o Conflito da Jemaah Islamiyah" demarca a Indonésia como o alvo primário para investir contra outras áreas de interesse e rastreá-las. O documento caiu nas mãos da polícia depois de uma incursão feita em Surakarta para capturar os terroristas Muklas e Sa"ad, ligados aos bombardeios de Bali em 2002.

"Não é uma surpresa saber que, durante os últimos três anos, esses famosos militantes muçulmanos têm se interessado pela Indonésia", disse Made no fim de uma reunião ontem com o embaixador da Malásia na Indonésia, Dato Zainal Abidin Zain.

O inspetor geral disse que os dois países foram escalados como zonas "econômicas", usadas como centros para angariar fundos para operações terroristas. Uma minivan L-300 Mitsubishi, que Amrozi usou para as primeiras explosões em Báli, foi financiada com o dinheiro levantado na zona.

Amrozi e Imam Samudra são os dois terroristas condenados à morte por organizar os bombardeios de Bali em 2002, que mataram 202 pessoas. "O dinheiro foi coletado tanto na Indonésia como na Malásia, já que Amrozi comprou os veículos com ringgit malaio (moeda da Malásia), rúpias indonésias e dólares cingapurenses".

No plano do JI, as Filipinas seriam rotuladas como uma zona para "exercícios". Made disse que os militantes treinavam no campo chamado Abu Bakar Bashir. Essa foi a primeira vez que um policial de tão alto grau fez um pronunciamento público sobre o possível envolvimento de Bashir nos planos de explosão do JI. O clérigo, considerado o líder espiritual do JI, cumpre agora a sentença de dois anos e meio de prisão por "cumplicidade" nos bombardeios de Bali em 2002.

Texto enviado por Daila Fanny.


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