"Fé sustenta muitos cubanos"

| 14/12/2005 - 00:00


O novo chefe da Seção de Interesses dos Estados Unidos na capital cubana, Michael Parmly, um católico praticante, declarou que em tempos difíceis a gente costuma voltar os olhos para Deus. Ele assinalou que a fé é o que sustenta muitos cubanos hoje.
 
Em seu primeiro discurso público, a propósito da celebração pelo Dia Internacional dos Direitos Humanos, Parmly disse, frente a dezenas de opositores do governo cubano, que muitos dirigentes religiosos do país foram vítimas de uma perseguição, sem que por isso tenham deixado de oferecer esperança ao povo e guiá-lo pelos caminhos da bondade.
 
Todos os cubanos deveriam prestar atenção à mensagem oferecida por João Paulo II, quando disse: Não temam, pensem por vocês mesmos. Entre os assistentes estava o leigo católico Osvaldo Paya, coordenador do Movimento Cristão de Libertação, que toca o chamado "Projeto Varela", a favor de uma mudança democrática em Cuba, mediante referendo.
 
Paya disse à ALC que fez bem a recente reunião do presidente Fidel Castro com os bispos católicos de Cuba. Ele expressou esperança de que encontros como esse sirvam para que se eliminem as restrições e a vigilância nos templos" e as agressões contra casas de sacerdotes.
 
O coordenador do Movimento Cristão mencionou o apedrejamento de casa de um missionário ocorrido em Marianao, região dessa capital. A única atitude desse cristão é servir ao povo com amor e pregar a Palavra de Deus.
 
O Departamento de Estado norte-americano indicou, no relatório sobre os Direitos Humanos em Cuba, que oficiais da segurança visitaram ostensivamente alguns sacerdotes e pastores antes de importantes eventos religiosos, para alertá-los de que dissidentes estavam tratando de usar a igreja.
 
Alguns opositores interpretaram essas visitas como um esforço para instalar a desconfiança nas igrejas e em ativistas dos direitos humanos e democráticos.

Segundo estimativas da Conferência de Bispos Católicos de Cuba, em muitas igrejas, especialmente em Santa Rita, aumentou o número de agentes de segurança que assistem à missa com o intuito de intimidar as esposas dos presos políticos.
 
Esse grupo de mulheres, conhecido como as Damas de Branco, freqüenta todo domingo esse templo católico, e depois desfila pela Quinta Avenida do Reparto Miramar, com o propósito de chamar a atenção sobre seus familiares presos. O movimento recebeu recentemente o Prêmio Sajarov pelos Direitos Humanos, de parte da União Européia.


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