Cristãs indonésias esperam obter redução da pena no próximo ano

| 27/12/2005 - 00:00


Rebekka Zakaria, um das três mulheres condenadas por violar a Lei de Proteção à Criança, pediu em oração para estar em casa no Natal.  Ela compartilhou seu desejo com um membro do Compass durante uma visita em outubro. Naquela época, o advogado Posma Rajagukguk preparava um apelo para a Suprema Corte, pedindo revisão da sentença, mas a corte rejeitou o apelo em meados de novembro.

Rebekka, Eti Pangesti e Ratna Bangun foram sentenciadas a três anos de prisão no dia 1º de setembro, por permitirem que crianças muçulmanas participassem de um programa de educação cristã. Os pais das crianças deram sua permissão verbal, mas quando muçulmanos radicais levaram o caso à Corte em junho, os pais tiveram medo de depor a favor das acusadas.

Posma vai apelar a uma instância mais alta no próximo ano. Suas clientes, entretanto, passaram o Natal atrás das grades; unindo-se a inúmeros cristãos em todo o mundo que estão presos sob acusações de blasfêmia, culto em igrejas não-registradas e outras acusações parecidas que são violações às declarações de direitos humanos.

Durante a visita de outubro, as três mulheres pareciam calmas e em paz, embora Ratna tenha ficado triste quando o tempo de visita acabou.

Rebekka disse que várias amigas a têm estimulado a escrever as "lições de fé" que ela tem aprendido na prisão. É possível que ela o faça, ela diz - porém ela tem recebido tantas visitas que não tem tido tempo para começar a escrever.

"Eu nunca imaginei que estaria na prisão, nunca", frisa Rebekka. "Mas eu me submeto a tudo que Deus quer para mim".

A filha de Rebekka leva comida para a mãe quase todos os dias. Um visitante também levou um pequeno fogão, onde Rebekka cozinha para ela e para as outras colegas de cela. A comida da prisão é escassa e está longe de ser gostosa.

O surpreendente é que embora os extremistas tenham obrigado a igreja de Rebekka a fechar desde dezembro do ano passado, os guardas da cadeia permitem que ela realize cultos na prisão aos domingos. Cerca de 35 pessoas participam dos encontros a cada semana.

As cartas que chegam de vários países do mundo são também uma importante fonte de encorajamento, embora as mulheres se sintam tristes por não conseguirem responder a todas elas.

Se por um lado as cartas têm trazido fortalecimento emocional, a rejeição do apelo foi um choque muito grande. Mas ainda há esperança de que a sentença seja reduzida, como no caso do reverendo Rinaldy Damanik, o pastor indonésio condenado a três anos pelo que muitos acreditam ser falsas acusações. Um clérigo muçulmano interveio em favor do reverendo Damanik e conseguiu antecipar sua libertação.

O político Ruyandi Hutasoit contestou a constitucionalidade da Lei de Proteção à Criança no tribunal em novembro. Seus advogados dizem que o Artigo 86 da Lei - que dá pena máxima de cinco anos de prisão para transgressores - deve ser declarado inconstitucional e abolido.

O caso, porém, foi adiado para que Ruyandi corrija seus argumentos legais.

Com isso em mente, Rebekka, Eti e Ratna pedem por oração. A perspectiva de três anos na prisão é difícil de enfrentar, em especial com as festividades de fim de ano.


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