Missionário laosiano é assassinado após participar de culto

| 04/01/2006 - 00:00


Um missionário laosiano foi encontrado morto, com sinais de agressão e punhaladas, em um distrito rural, depois de participar de um culto de Natal.
 
Segundo o grupo Christian Aid, o corpo do missionário Aroun Warapong foi encontrado no dia 23 de dezembro em um riacho abandonado, com sua garganta cortada e seu peito esfaqueado.

De acordo com a agência missionária, Aroun saiu de casa para passar o Natal com sua família na vila de Heuysiak, distrito de Phaksan, depois de realizar um culto de Natal em Pakading, província de Borikhamsay.

A família do missionário ficou preocupada quando ele não chegou em casa naquela noite e começou a procurá-lo. Eles encontraram seu corpo no dia seguinte.

Aroun já havia recebido ameaças ao ser detido e preso há dois anos por causa de sua fé explícita.

Não está claro se a morte foi por motivos religiosos, mas ainda ninguém foi acusado do crime.

Um dos ex-auxiliares de Aroun escreveu: Agora ele está com o Salvador e completou sua carreira de maneira firme e fiel."

Aroun deixou sua esposa Ta e seus filhos.

Christian Aid pede aos cristãos que orem ao Senhor, para que a família de Aroun seja confortada nesse tempo de luto, e que suas necessidades sejam saciadas, já que ela passa por uma grande pobreza agora que o marido e pai se foi.

Segundo o Relatório de Liberdade Religiosa Internacional do departamento de estado dos EUA, a maior parte de Laos respeita a liberdade religiosa, garantida pela Constituição. Mas, em algumas áreas, as autoridades são intolerantes com as religiões minoritárias, especialmente com o cristianismo evangélico.

Os cristãos são pressionados a renunciarem sua fé sob ameaças de serem presos ou expulsos de suas vilas. A perseguição ocorre desta forma nas províncias de Savannakhet, Bolikhamsai e  Luang Prabang, também na Zona Especial de Saisomboun.

"Algumas autoridades criticam o cristianismo como uma importação ocidental ou imperialista para o país", disse o departamento de estado dos EUA. Segundo ele, o rápido crescimento da Igreja Evangélica Laosiana na última década, seus contatos com grupos religiosos do exterior, o proselitismo ativo por parte de alguns de seus membros e sua independência do controle do governo contribuem para a suspeita do governo em relação às atividades da Igreja.

O fechamento de igrejas é outro método usado para perseguir os cristãos evangélicos em Laos. Entre 1999 e 2001, as autoridades fecharam cerca de 20 das 60 igrejas da Província de Vientiane. A maior parte dessas igrejas teve permissão para reabrir depois que uma política de tolerância religiosa foi implantada em 2002.

Cerca de 200 das 300 congregações evangélicas não têm estruturas permanentes de igreja e realizam os cultos nas casas de seus membros.


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