Líderes querem lei contra ataques a símbolos religiosos
Líderes políticos e religiosos das comunidades muçulmana e cristã do Iraque pediram, no último sábado, a criação de uma legislação internacional que proíba ataques contra símbolos religiosos. O pedido foi realizado após um encontro entre árabes sunitas e xiitas, e líderes políticos cristãos, diante da escalada de protestos no mundo árabe e islâmico após a publicação de caricaturas retratando o profeta Maomé e consideradas ofensivas.
Os líderes cristãos e muçulmanos pedem uma legislação internacional que proíba os ataques contra os valores ou símbolos de qualquer religião, assim como contra os textos sagrados, afirma o comunicado publicado após a reunião, e lido por Abdelhadi Darayi, porta-voz do clérigo rebelde xiita, Moqtada al-Sadr. Durante a reunião, os participantes discutiram sobre o que chamaram de atual campanha anti-islâmica de alguns jornais ocidentais.
As doze caricaturas de Maomé foram publicadas pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten, em setembro do ano passado, e foram reproduzidas pelo jornal norueguês Magazinet no último dia 10 de janeiro. Depois, outras publicações européias reproduziram as caricaturas, em solidariedade ao órgão de comunicação dinamarquês.
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