Portas Abertas • 18 mai 2006
A Direção Espiritual dos Muçulmanos da Rússia (DEMR) exigiu hoje que as autoridades do país proíbam a exibição do filme O Código da Vinci, baseado no livro homônimo de Dan Brown, por ser sacrílego.
Para nós o filme representa algo muito semelhante às recentes caricaturas do profeta Maomé. No filme e no livro zomba-se de Issa (Jesus), um profeta venerado pelos muçulmanos, diz a declaração divulgada pela DEMR.
Os guias espirituais dos muçulmanos russos denunciaram que a exibição pública, em massa e provocadora é uma forma altamente sofisticada de genocídio espiritual dos povos da Rússia.
A DEMR revela que precisou de grandes esforços para impedir que os muçulmanos russos saíssem à ruas para manifestar sua indignação.
A União de Cidadãos Eslavos convocou para hoje um ato de protesto contra a estréia do filme em Moscou. O objetivo é atrair a atenção da comunidade ortodoxa para os ataques e insultos contra Jesus Cristo, afirmou o grupo em comunicado.
A União diz que o filme é uma campanha de propaganda de cultura de massas que tenta persuadir os espectadores de que Jesus Cristo não é Deus feito homem, o Salvador, mas um homem comum.
Dirigido por Ron Howard e interpretada por Tom Hanks, Audrey Tautou e Jean Reno, o filme foi apresentado ontem oficialmente no Festival de Cannes.