Americanos possuem pouca informação sobre a Igreja na China

| 03/06/2006 - 00:00


Enquanto centenas de americanos estavam na fila de entrada para a Amostra do Ministério da Bíblia na China, no dia da abertura de sua segunda parada nos Estados Unidos, um dos membros do comitê regional dizia que a exibição "é realmente necessária", pois os americanos, assim como os chineses, não são bem informados sobre a "real situação" na China.

O reverendo Saioling Zhu, executivo regional para o Ministério Cristão Global da Igreja no Pacífico e Extremo Oriente falou ao Christian Post na abertura de cerimônia de exibição, na Segunda Igreja Batista Ponce de Leon. Zhu, um dos pouco chineses do comitê regional de Atlanta, recepcionou os visitantes da amostra.

"Eu creio que a amostra deveria ter sido organizada nos Estados Unidos bem antes", disse Zhu. "Muitos chineses nem sabem que existem igrejas na China. Os americanos praticamente não possuem qualquer informação a respeito da Igreja na China, nem mesmo os sino-americanos. Essa exibição é realmente importante, pois permite que mais pessoas conheçam a verdadeira situação da igreja chinesa".

Patrocinador do evento, Conselho Cristão da China/Movimento Patriótico das Igrejas Protestantes (CCC/TSPM), esperam "trazer um novo entendimento entre americanos e chineses" e "criar mais diálogo entre os cristãos na China e os Estados Unidos".

Preocupação específica

Entretanto, a exibição não foi bem recebida por todos, com alguns evangélicos sino-americanos acusando os patrocinadores de iludir os americanos enquanto milhões de cristãos de igrejas clandestinas são perseguidos. Alguns dos críticos até mesmo se recusaram a reconhecer o CCC/TSPM como parte do Corpo de Cristo, pois é, segundo alegações, usado por comunistas chineses para controlar assuntos religiosos em troca de vantagens políticas.

No início de maio, a Comissão dos Estados Unidos para Liberdade Religiosa (USCIRF) voltou a recomendar à secretária do Estado Americano Condoleezza Rice para que a China fosse designada um país de preocupação específica (CPC). Tal designação é atribuída a países que violam a liberdade religiosa. Desde 1999, a Comissão tem recomendado que a China seja incluída nessa lista.

De acordo com o relatório anual da USCIRF, o governo chinês continua a controlar, monitorar, restringir as atividades de todas as comunidades religiosas, incluindo "igrejas domésticas" e igrejas católicas clandestinas. Líderes e pessoas que aderem às igrejas clandestinas continuam a passar por confinamento, tortura, prisão, e outras formas de tratamentos nocivos, segundo o relatório.

A China é o décimo país na Classificação de Países por Perseguição da Portas Abertas, em que figuram também países como Coréia do Norte, Arábia Saudita, Vietnã.

Entretanto, apesar das críticas contra Zhu - que disse que se tornou cristão na China e mudou-se para os Estados Unidos há vinte anos - ele defendeu o movimento patriótico na China.

"Falando da igreja patriótica - os princípios de auto-gestão, auto-apoio, e auto-propagação do evangelho - o conceito na verdade foi primeiramente introduzido por americanos e britânicos", explicou Zhu. "Nos séculos XVIII e XIX, a Igreja Congregacional dos Estados Unidos enviou missionários à China. O secretário geral sugeriu que a igreja na China deveria ter auto-gestão, auto-apoio e auto-propagação. Isso porque a cultura da China é muito diferente de outros países, e a igreja deve ser construída de acordo com a cultura chinesa.


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