Pastor sofre agressões violentas de grupo extremista hindu

| 19/06/2006 - 00:00


Extremistas hindus arrastaram um pastor independente a uma delegacia no Estado de Karnataka, no domingo, 11 de junho. Eles o acusaram de converter hindus ao cristianismo.

Os extremistas agrediram severamente o pastor Sundar Rao, primeiro dentro da delegacia, e, depois, quando ele foi libertado na segunda-feira, 12 de junho. O pastor está hospitalizado desde então, com ferimentos internos e contusões múltiplas, mas sem fraturas.

Sundar estava visitando sua irmã na vila de Namthi, distrito de Devangere, no dia do ataque. Um grupo de 150 pessoas se reuniu fora da casa enquanto ele realizava uma reunião de oração. Quando Sundar saiu da casa, às 16 horas, perguntaram se ele era um pastor. Cerca de 50 pessoas o arrastaram à delegacia de Namthi e o agrediram.

Um cristão, que pediu para ficar em anonimato, disse à agência de notícias Compass que a polícia, muda, assistia às agressões.

"Os extremistas forçaram Sundar a assinar um pedaço de papel em branco na delegacia", o cristão acrescentou. "Eles também disseram que o terreno que ele havia comprado para construir a igreja seria usado para construir um templo."

Sundar dirige reuniões de oração em sua casa alugada aos domingos. Ele planejava construir uma pequena igreja em um pedaço de terra nas redondezas.

Liberdade sem proteção

A polícia pediu para Sundar sair da delegacia à meia-noite, mas ele se recusou, sabendo que o grupo de extremistas estaria esperando por ele do lado de fora.

Cedo, na manhã seguinte, um membro do partido Bharatiya Janata foi à delegacia se solidarizar com os agressores. Ele também pediu para que Sundar não fosse solto.

Mas os policiais libertaram Sundar às 15h30 da segunda-feira, sem nenhuma proteção. O grupo de hindus esperava por ele do lado de fora.

O cristão disse que Sundar conseguiu entrar em um ônibus, querendo ir para casa. "Mas o grupo parou o ônibus e espancou o pastor mais uma vez."

Quando a esposa de Sundar foi à delegacia na terça-feira, dia 13 de junho, os funcionários se recusaram a aceitar uma queixa formal.

Ela e outros líderes cristãos pediram então uma reunião com a superintendente de polícia, Soni Narang.

"Quando falei com a superintendente no dia 14, ela disse que Sundar não havia feito uma queixa", disse o advogado Nova Bethania, secretário da filial de Karnataka da Associação Legal Cristã da Índia. "Ela também disse que a esposa de Sundar e os outros cristãos não lhe entregaram nada por escrito, e que, além disso, ela não poderia registrar uma queixa".


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