Condenado por morte de missionário é absolvido de outra acusação

| 01/11/2006 - 00:00


Juízes do Estado de Orissa, no leste da Índia, consideraram que Dara Singh, condenado pelo assassinato do missionário Graham Staines, não é culpado pela morte do muçulmano Shaikh Imam. O tribunal considerou que não há evidências contra Dara Singh, cujo nome verdadeiro é Rabindra Kumal Pal. Ele é acusado de ter praticado o crime junto com 13 pessoas.

Um criminoso ateou fogo no caminhão de Shaikh Imam, que morreu queimado em 15 de setembro de 1998. De acordo com declarações de testemunhas, o acusado parou o caminhão de Shaikh, que transportava búfalos, e depois de retirar os animais incendiou o veículo. Shaikh morreu no hospital.

Dara Singh foi condenado por uma corte de Orissa por liderar um ataque no distrito de Keonjhar que casou a morte de um missionário australiano e de seus filhos de 7 e 9 anos em 23 de janeiro de 1999. Os três foram queimados vivos. A corte sentenciou Dara Singh à morte por triplo assassinato em 22 de setembro de 2003. Outros 12 homens foram sentenciados por serem cúmplices no crime.

Entretanto, a Suprema Corte do Estado comutou a pena para prisão perpétua, no dia 19 de maio de 2005, e libertou 11 dos outros acusados.

Passo para a libertação

Agora a Suprema Corte aceitou ouvir Dara Singh em seu apelo por redução de sentença.

O ativista nacionalista hindu, entretanto, permanece preso aguardando o julgamento pelos assassinatos de Arul Doss, um sacerdote católico, e Shaikh Rehman, um comerciante muçulmano de Padiabeda.

Para alguns analistas, a sentença de proferida pelos juízes de Orissa é o primeiro passo para a redução da pena e, posteriormente, a libertação de Dara Singh.

Os ramos mais extremos do nacionalismo hindu o consideram um herói por sua tentativa de "limpar a Índia de todos os infiéis".


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