Papa defende liberdade religiosa como critério de entrada na UE

| 01/12/2006 - 00:00


O respeito à liberdade religiosa deve ser um critério para a entrada na União Européia (UE), afirmaram nesta quinta-feira o papa Bento 16 e o patriarca ecumênico ortodoxo Bartolomeu 1º, em declaração conjunta divulgada em Istambul.

A UE também deve velar pelo respeito das minorias religiosas em seus Estados membros, segundo esta declaração, em uma crítica velada à Turquia, país laico com 99% de muçulmanos.

Os cristãos da Turquia --em particular os ortodoxos, submetidos a restrições em sua liberdade de ação-- são favoráveis à adesão, na esperança de que isso contribua para melhorar sua situação.

O papa e o patriarca ortodoxo disseram que em qualquer tentativa de unificação, as minorias devem ser protegidas, junto com suas tradições culturais e suas especificidades religiosas.

Anteriormente, o papa Bento 16 enfatizou a importância dos valores cristãos da Europa, dois dias depois de ter apoiado a candidatura da Turquia, de maioria muçulmana, à adesão à União Européia.

O papa convidou todos os cristãos para renovarem a consciência da Europa em suas raízes, suas tradições e valores cristãos, e devolverem a ela uma nova vitalidade. O líder da Igreja Católica fez estas declarações ao final de uma missa ortodoxa celebrada em Istambul pelo patriarca ecumênico Bartolomeu 1º na igreja de São Jorge de Fanar, sede do patriarcado.

Devido às divergências teológicas entre católicos e ortodoxos, o papa não participou nessa missa, celebrada por ocasião da festa de Santo André, padroeiro do patriarcado.

Bento 16 assina hoje, com Bartolomeu 1º, uma declaração que se anuncia decisiva para a aproximação das igrejas católica e ortodoxa.


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