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Em meio a ataques, o número de cristãos aumenta na China

Publicado em 08 jan 2007

No primeiro dia deste ano, um grupo de cristãos se reuniu em um escritório da escola do partido comunista (onde o quadro militar do Partido Comunista da região é treinado) na cidade de Baoding, província de Hebei. Eles se reuniram para celebrar o Ano Novo com um estudo bíblico. Entretanto, o grupo foi cercado e invadido por funcionários do Comitê de Segurança Pública da região, por volta das 10 horas.

Mais de 40 cristãos foram levados para um interrogatório. A maioria deles só foi liberada depois das 18 horas daquele mesmo dia. Entre eles estava Li Baiguang, um famoso ativista legal cristão de Pequim.

O estudo bíblico foi recepcionado pela professora Geng Sude, a vice-diretora da Escola do Partido. Ela foi libertada depois de diversos dias de investigação. A professora Sude (com cerca de 50 anos) é uma intelectual cristã da igreja doméstica chinesa. Ela está sob estrita vigilância agora.

Na mesma província de Hubei, a polícia invadiu outra reunião cristã no dia 4 de janeiro, na cidade de Erlangmiao. Três cristãos foram levados à delegacia. Dois deles foram libertados no mesmo dia, enquanto o terceiro, An Wenqing, professor do seminário da igreja doméstica, foi libertado em 5 de janeiro, depois de ser interrogado durante 14 horas pela polícia.

Em meio aos ataques, a Associação de Ajuda à China soube que o número de cristãos no país aumentou. Conforme uma fonte confiável, soube-se que Yie Xiaowen, diretor da Administração do Estado Chinês para Assuntos Religiosos, afirmou em duas reuniões (realizadas na Universidade de Pequim e na Academia Chinesa de Ciências Sociais) que o número de cristãos no país alcançou a marca de 130 milhões, incluindo 20 milhões de católicos. O governo chinês sempre subestima o número de religiosos em suas estimativas oficiais.

A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.