Missionários de Assam pedem orações pelo fim da violência

| 17/01/2007 - 00:00


Líderes da missão Gospel for Asia (GFA) do Estado de Assam pedem orações diante do aumento da violência registrado nesse Estado do nordeste da Índia. Quase 70 pessoas morreram nos últimos meses nas mãos de militantes extremistas ligados à Frente Unida de Libertação de Assam (ULFA, sigla em inglês). Esse grupo, formado em 1979, sustenta uma ideologia comunista.

Os missionários da GFA atuam em 50 igrejas em duas áreas de Assam, onde a violência tem se tornado pior. Embora nenhum cristão dessas igrejas tenha sido atingido, eles presenciam muito da violência e vivem em constante temor. Os pastores Fardeen Wakde e Dayal Thomas ministram nessa região e pedem aos cristãos ao redor do mundo que orem pela segurança de seus irmãos de lá e para que a paz coloque um fim à violência.

Em outro distrito de Assam, a Faculdade Bíblica do GFA sofre as conseqüências da violência. Os rebeldes bloquearam as principais estradas de acesso ao distrito, impedindo mais da metade dos estudantes de voltarem às aulas no início de janeiro. Vamsi Shastri, diretor da instituição, pede orações pela segurança e proteção dos funcionários, dos estudantes e do prédio. Cerca de 60 estudantes estão matriculados na faculdade.

Os líderes da GFA em Assam pedem ainda oração pela situação política geral do Estado. O governo da Índia declarou o ULFA ilegal, designando-o como uma organização terrorista. Entretanto, o grupo está se fortalecendo e se descreve como uma organização política revolucionária, engajada em uma luta de libertação da Índia. Seu objetivo é estabelecer Assam como um país independente e soberano, separado do restante da Índia.

Recentemente, os ataques mais violentos foram direcionados aos hindus de Assam, muitos dos quais são oriundos do Estado vizinho de Bihar. Eles vieram a Assam para atuar como pedreiros, vendedores de legumes e trabalhadores das famosas plantações de chá do Estado. Milhares desses agricultores estão deixando Assam depois de um incidente ocorrido em 31 de dezembro, no qual rebeldes mataram sete trabalhadores.


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