Missionários são agredidos e presos durante festa popular na Índia

| 25/01/2007 - 00:00


Missionários indianos da agência missionária Gospel for Asia (GFA), inclusive o líder estadual, foram agredidos e chegaram a ser presos pela polícia no local do Ardh Kumbh, um festival popular durante o qual milhões de peregrinos hindus se banham na confluência de dois rios considerados sagrados na cidade de Allahabad, norte da Índia.

No dia 22 de janeiro, cerca de 20 milhões de pessoas banharam-se no rio Ganges, onde ele se encontra com o rio Yamuna, e espera-se que mais de 60 milhões realizem o ritual antes do término do evento que dura 45 dias e vai até 16 de fevereiro. Para ajudar a acomodar a gigantesca multidão e promover segurança, as autoridades montaram uma "cidade" com 50 mil tendas sobre uma área de 77 quilômetros quadrados, com 25 mil toaletes.

Uma força policial de cerca de 20 mil homens foi destacada para o local. O tráfego de todas as estradas que levam ao rio foi reordenado. Com isso, os missionários que trabalhavam no evento tiveram de caminhar a pé ou percorrer de bicicleta cerca de 10 quilômetros até alcançar o local do festival.

Alternativa para os peregrinos

Os missionários da GFA e os estudantes do seminário freqüentavam o evento para oferecer aos peregrinos uma alternativa aos rituais tradicionais, apresentando-os a Jesus. A equipe destacada para o evangelismo no festival incluía membros do escritório estadual da GFA, mulheres das igrejas locais, estudantes e funcionários dos seminários, assim como pastores de Allahabad.

Desde 21 de janeiro, mais de 200 mil peregrinos tinham aceitado alegremente folhetos evangelísticos. Naquele dia, entretanto, radicais anticristãos agrediram três missionários, furtaram seus materiais e disseram-lhes para deixar o festival. Um dos missionários foi levado ao hospital com ferimentos graves, embora esteja respondendo bem ao tratamento.

O sentimento anticristão ficou evidente na manhã do dia 22, quando a polícia disse à equipe de mulheres da GFA para ir embora. As mulheres recuaram, mas a equipe de homens, encabeçada por um líder estadual e dois pastores, continuou a compartilhar as boas novas com os presentes no festival.

A polícia então prendeu seis dos cristãos, interrogando-os durante todo o dia antes de libertá-los. Um dos pastores presos considerou "uma honra" ser perseguido pela causa do evangelho.

O presidente da GFA, K.P. Yohannan, pediu aos cristãos que orem para que a perseguição não aumente. "Por favor, ore por nossos obreiros que estão trabalhando nesse evento, e para que muitos peregrinos recebam as boas novas de perdão através de nosso Senhor", disse ele.


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