Tiroteio em Poso termina com 14 pessoas mortas

| 05/02/2007 - 00:00


A paz parece uma grande ilusão no conturbado distrito de Poso, em Sulawesi Central.

Em 22 de janeiro, um tiroteio ocorreu no distrito quando moradores resistiram aos esforços da polícia para apreender armas ilegais. Durante o conflito, 13 supostos terroristas e um policial foram mortos, enquanto 25 militantes islâmicos foram presos.

De acordo com uma reportagem de 24 de janeiro, da agência de notícias Reuters, pelo menos 20 militantes procurados por envolvimento em ataques contra cristãos estão ainda em liberdade.

A tensão paira no ar na região de Sulawesi Central desde a execução de 3 cristãos em setembro de 2006. Fabianus Tibu, Domingus da Silva e Marinus Riwu foram acusados de instigar ataques violentos contra muçulmanos durante um conflito sectário que ocorreu na ilha de Sulawesi entre 1998 e 2001. O conflito custou mais de 1.000 vidas de cristãos e muçulmanos.

Muitos cristãos protestaram contra as execuções de setembro, alegando que Fabianus, Domingus e Marinus eram inocentes, e que muçulmanos que realizaram os violentos ataques contra os cristãos ficaram sem punição.

Desde então a polícia dobrou seus esforços para capturar os culpados por uma seqüência de violentos ataques contra cristãos ocorridos entre 2004 e 2006.

Confissão de um terrorista

Em 17 de janeiro, o extremista islâmico Lilik Purnomo, sob julgamento em Jacarta, admitiu seu envolvimento em vários desses ataques. A lista incluía o assassinato da pastora Susianty Tinulele em Palu, Sulawesi Central, em julho de 2004; a decapitação de 3 estudantes cristãs em outubro de 2005; o atentado à bomba à igreja Emanuel em 2005; o assassinato do advogado cristão Ferry Silalahi em maio de 2005, e a decapitação do pastor Sarminalis Ndele em novembro de 2005.

Outro extremista islâmico conhecido por Hasanuddin admitiu, no ano passado, o planejamento do assassinato de 3 moças em outubro de 2005 como um "presente" para celebrar o Idul Fitri, um festival que marca o fim do Ramadã, mês de jejum dos muçulmanos, e para vingar a morte de muçulmanos durante conflitos religiosos.

Após as prisões de Hasanuddin e Purnomo, a polícia fez várias batidas tentando prender suspeitos. Em meados de janeiro, a polícia prendeu um total de 24 suspeitos, no entanto 10 foram liberados após interrogatório.

Um destes suspeitos ainda sob custódia da polícia, conhecido apenas por Muklis, é acusado de assassinar o pastor Irianto Kongkoli em 16 de outubro de 2006. Ele supostamente realizou o assassinato juntamente com Dedi Parsan, outro militante que foi morto em uma batida da polícia em 11 de janeiro.

Suspeitos capturados

Na batida de 11 de janeiro, a polícia capturou 4 suspeitos: Taufik, 27 anos (vulgo Upik Tarakan), que realizou atentados a bomba na área; Anang Muftadin, 35 anos (vulgo Papa Enal), supostamente envolvido no atentado a tiros contra a pastora Susianty em 2004; Abdul Haris, 30 anos, um coordenador de campo dos ataques, e Irsan, 33 anos (vulgo Man ou Sarjono), montador de bombas.

Dois outros foram mortos ao tentar impedir o trabalho da polícia. O professor islâmico Ryan, vulgo Abdul Hakim ou Santoso, foi morto a tiros durante uma batida policial enquanto Dedi Parsan, um terrorista suspeito, foi morto.

Alguns dias depois da batida, pelo menos 4 bombas explodiram em Poso, duas delas na igreja Eklesia. Motociclistas atiraram bombas, que pareciam coquetéis Molotov; felizmente ninguém ficou ferido.

Aproximadamente 50 militantes islâmicos escaparam para as montanhas; entre eles um homem conhecido somente por Basri, que acredita-se ter arquitetado pelo menos 20 ataques, incluindo as decapitações de outubro de 2005 e os assassinatos de Susianty Tinulele e Irianto Kongkoli.


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