Papa copta pede liberdade de crença e direitos iguais no Egito

O Papa copta, Shenuda III, pediu às autoridades egípcias que apliquem os artigos da Constituição que garantem a liberdade de crença e a igualdade de direitos entre os cidadãos, informou ontem a agência oficial Mena.

A mensagem, divulgada pelo Papa em seu site oficial, era uma reação aos distúrbios entre muçulmanos e cristãos em 12 de maio no distrito de Bahma, 70 quilômetros ao sul do Cairo. Os confrontos deixaram mais de dez feridos e várias casas foram incendiadas (leia mais).

A tensão foi motivada por um rumor sobre que habitantes cristãos tentariam transformar uma casa particular em uma igreja, sem ter as permissões necessárias para isso.

Shenuda III disse que os coptas não cometeram nenhuma ilegalidade nesses incidentes, e que as orações que eram realizadas nessa casa estavam de acordo com as normas de segurança.

O dirigente religioso dos cristãos egípcios, que representam 10% da população, afirmou que os prejuízos econômicos sofridos pelos coptas nos conflitos foram compensados pela Igreja e por alguns empresários.

Os incidentes de Behma são o último episódio de violência entre cristãos e muçulmanos, depois que, em abril do ano passado, uma pessoa foi assassinada e vários fiéis de três igrejas em Alexandria - 200 quilômetros ao norte do Cairo - foram agredidos.

Em várias ocasiões, a minoria copta denunciou o que qualifica de discriminação social frente à maioria muçulmana do país.