Dois cristãos da etnia degar morrem após tortura

| 31/05/2007 - 00:00


Observadores internacionais chamaram a atenção da Cruz Vermelha para a necessidade urgente de que uma junta médica visite os prisioneiros indígenas degar.  Dois deles morreram sem atendimento médico depois de terem sido duramente torturados.

Rahlan Lua, um cristão degar de 43 anos, da província de Gialai, morreu no dia 10 de abril em conseqüência dos maus tratos que recebeu na prisão, de acordo com a Fundação Montagnard. Ele foi brutalmente espancado por diversas vezes e preso. Na vila em que morava, estava jurado de morte pela polícia secreta por causa de sua fé.

Na primeira vez em que foi preso, em 18 de dezembro de 2001, Rahlan Lua foi enviado para a prisão de Ha Nam por seu envolvimento em uma demonstração pacífica em prol dos direitos de liberdade religiosa. Ele foi solto em 15 de julho de 2005, mas voltou para a prisão no dia 5 de novembro do mesmo ano. Seu estado de saúde começou a se deteriorar em fevereiro deste ano.

De acordo com moradores da vila de BonToat, oficiais da polícia secreta do Vietnã o prenderam e o torturaram pela segunda vez para ter certeza de que na volta para casa ele não resistiria e morreria.

Caso semelhante aconteceu com o cristão degar Y-Kuo Nie, de 53 anos, da vila de Buon Cu Mil, na província de Daklak. Ele foi preso em 16 de fevereiro de 2001, pelos mesmos motivos alegados a Rahlan.

No último dia 16 de março, sua esposa, HLong Buonya, foi chamada à prisão para levá-lo para casa, mas como não tinha condições financeiras de ir até lá, os próprios policiais se encarregaram de trazer o marido de volta para casa.

Na noite de 17 de março, ao lado da família, ele contou como foi torturado na prisão. A maioria dos seus ossos estava quebrada e o corpo coberto de marcas. Y-Kuo Nie morreu na manhã seguinte.

A esposa só percebeu a gravidade das escoriações quando foi lavar e trocar o corpo do marido para o funeral. Nesse momento, ela viu que ele estava com quase todos os ossos quebrados e o corpo coberto de hematomas. A polícia secreta acompanhou todo o funeral de Y-Kuo Nie, ao longe.

Em nome das famílias de prisioneiros degar, a Fundação Montagnard está chamando a atenção das embaixadas e da comunidade internacional para o pedido de libertação dos presos que ainda estão sob custódia, principalmente os 350 prisioneiros degar, detidos por atividades religiosas e políticas.


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