Governo paquistanês silencia sobre caso das enfermeiras cristãs

| 14/06/2007 - 00:00


Grupos de direitos humanos do Paquistão aguardam uma posição do governo sobre o caso das quatro estudantes de enfermagem cristãs acusadas de blasfêmia e ameaçadas por militantes islâmicos, bem como uma justificativa plausível à sentença de morte dada ao cristão Younis Masih.

Extremistas religiosos estão ampliando sua agenda de abusos por blasfêmia enquanto o governo insistentemente se recusa a discutir a questão em um fórum apropriado, denunciou a Comissão Nacional de Justiça e Paz da Igreja Católica, em um comunicado oficial, divulgado ontem.

Desde a semana passada, os advogados do grupo Aliança de Minorias Paquistanesas (APMA, sigla em inglês) têm atuado na proteção das estudantes do Instituto Paquistanês de Ciências Médicas do Hospital de Islamabad, acusadas de proferirem palavras contra o profeta Maomé.

O presidente da APMA, Shahbaz Bhatti, disse ao BosNewsLife que estudantes muçulmanos ameaçaram seqüestrar e matar as estudantes de enfermagem Nabeela Zafar, Adena Dalton, Semab Hadayat e Kanwal Bekhtawar.

A diretora da escola Stella Nazir e a instrutora Fazeela Payara foram suspensas depois de um protesto realizado por estudantes muçulmanos contra as jovens cristãs.
As estudantes negam qualquer tipo de blasfêmia contra o profeta Maomé.

Julgamento sem provas

Em um incidente ainda mais grave, a Corte do Paquistão condenou à morte o cristã Younis Masih, o  também acusado de blasfêmia. Os juízes também o obrigaram a pagar uma multa de 100 mil rúpias (R$ 3.200,00).

Advogados de defesa denunciaram a falta de evidências e acusaram a polícia de negligência por não ter feito qualquer tipo de investigação no caso.

As acusações, segundo Younis, teriam ocorrido depois que ele pediu para um vizinho muçulmano baixar o som alto das músicas islâmicas um dia pela manhã.

Naquele momento, Younis estava recebendo  muitas pessoas em sua casa por conta da morte de um sobrinho de apenas um ano.

Lei antiblasfêmia

Grupos de direitos humanos afirmam que as leis antiblasfêmia estão sendo mal empregadas no sustento de disputas pessoais, o que demanda uma ação urgente do governo em relação às acusações.

Um oficial paquistanês disse que no início do ano o governo de Islamabad planejava reformar essas leis controversas, mas que o senador Mushahid Hussain Sayed já adiantou que as mudanças não ocorrerão antes das eleições de 2008.


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