Polícia prende defensores da liberdade de culto

A polícia bielorrussa prendeu em apenas dois dias 20 ativistas cristãos, entre evangélicos e católicos, que pediam a mudança da rigorosa Lei de Religiões de 2002. As prisões ocorreram depois que eles recolheram assinaturas para um abaixo-assinado em Budslav e na capital Minsk.

Um dos presos, Sergei Lukanin, disse ao Forum 18, do distrito policial de Minsk Frunze, que ele e outros cinco companheiros  “ficaram durante quatro horas em uma sala com três policiais que se recusaram a deixá-los sair e a explicar o porquê da detenção”.

Os seis foram soltos no dia 3 de julho. “Eles não nos acusaram e nós não negamos ao Senhor”, disse um advogado da Igreja Carismática Nova Vida. Segundo ele, a polícia nem ao menos apresentou documentos para confiscar o material deles e prendê-los.

Contatado pelo Forum 18, o porta-voz de polícia do distrito de Frunze se recusou categoricamente a passar qualquer informação sobre o caso por telefone.

Abaixo-assinado

Para que o pedido da mudança da lei chegue a ser apreciado pelo Congresso são necessárias pelo menos 50 mil assinaturas. No entanto os ativistas ainda não chegaram perto dos 25 mil.

Um dia antes, 14 pessoas de um grupo de 50 ativistas, incluindo Sergei Lukanin, foram detidas por coletarem 2300 assinaturas.

Duas jovens, Feodora Andreyevskaya, de 16 anos e Yuliya Kosheleva, de 14 anos, foram presas enquanto pegavam materiais da campanha e defesa da liberdade de pensamento, consciência e credo religioso na casa de Denis Sadovsky, secretário do Movimento Democrático Cristão da Bielorrússia, que também acabou preso.

Boa parte da literatura apreendida não foi devolvida, o que inclui 7 mil cartas informativas e 500 cópias de um folheto de 80 páginas intitulado “Monitorando as Violações aos Direitos dos Cristãos em Belarus 2006”, que detalhava as violações à liberdade de culto pela mídia independente do país.

Leia a íntegra do texto, em inglês, no Forum 18.