Refém sul-coreana pede ajuda por telefone

Uma das reféns evangélicas sul-coreanas seqüestradas pelo movimento radical islâmico Talebã, no Afeganistão, implorou por ajuda em entrevista transmitida ontem à noite pela TV CBS News. Ore por eles.

"Estamos vivendo uma etapa muito difícil. Por favor, nos ajudem", teria dito por telefone a mulher identificada como Yo Syun Ju. "Estamos todos suplicando a vocês que nos ajudem a sair daqui o quanto antes. De verdade, lhes imploramos."

"Diga a eles que façam alguma coisa para nos libertar", afirmou a refém, na entrevista que foi concedida na presença dos seqüestradores do Talebã ao lado dela.

"Estamos doentes e em condições muito ruins", afirmou a refém. "Estamos em condições atrozes." Ela afirmou que ainda que os reféns estão levando "uma vida muito difícil a cada dia" e que têm passado por "uma situação extenuante".

Ultimato

"Se o governo de Cabul não atender às nossas exigências, então não teremos opção a não ser matarmos os reféns sul-coreanos," disse Qari Yousef Ahmadi, porta-voz do Talebã.

"O Talebã não pede dinheiro. Nós só queremos trocar os prisioneiros nossos pelos reféns sul-coreanos. Quando eles forem soltos, o Talebã libertará os sul-coreanos," afirmou Ahmadi em entrevista por telefone.

Ahmadi disse que o vice-ministro do Interior do Afeganistão o major general Muhammad Munir Mangal, contatou o Talebã e disse que o governo tomará uma decisão a respeito dos pedidos dos militantes até a noite de hoje.

Os 22 reféns sul-coreanos, entre os quais estão 18 mulheres, foram separados pelo Talebã em pequenos grupos e estão sendo alimentados com pão, iogurte e arroz, disse Ahmadi.

As autoridades recolheram na quarta-feira o corpo de um dos reféns, Bae Hyung-kyu, no distrito de Qarabagh, província de Ghazni.
Os sul-coreanos foram seqüestrados na província no dia 19 de julho. Bae, um fundador da Igreja Presbiteriana Saemmul, levou seus voluntários a trabalhar no Afeganistão e foi morto no dia do seu aniversário,ao completar 42 anos, informou a Igreja Presbiteriana Saemmul (leia mais).

(Texto reúne informações das agências Reuters e Efe)