Médico egípcio cristão não consegue deixar a Arábia Saudita

| 09/08/2007 - 00:00


Um doutor cristão de origem egípcia vem sendo mantido "refém" pela Arábia Saudita por causa de sua fé. A polícia religiosa, o muttawa, confiscou o passaporte dele e as autoridades insistem em negar a possibilidade de que ele deixe o país para voltar ao Egito. O caso foi denunciado pela organização de direitos humanos cristã, International Christian Concern (ICC).

O doutor Mamdooh Fahmy começou a trabalhar como cirurgião no Centro Médico Albyaan Menfhoh, de Riyadh, em 2004. Imediatamente ele se tornou alvo de colegas muçulmanos que repetidamente lhe pediam para que abraçasse o islã, um convite que o médico sempre recusou, sem esconder a fé cristã que mantinha.

O relato

Em uma carta à ICC, ele trouxe o seguinte relato: “No dia 12 de abril de 2005 de abril, eu recebi uma visita de surpresa de três funcionários sauditas no trabalho. Dois estavam com roupas civis e uma pessoa era policial. Eles me informaram que eram do muttawa.

Começaram a me insultar publicamente, antes da chegada do pessoal e dos pacientes do centro médico. Eles confiscaram minha maleta, celular e chaves. Eles me algemaram, algemaram minhas pernas, me arrastaram até um carro e me levaram até a minha residência.

Enquanto o policial e eu permanecemos no veículo, os dois civis invadiram minha casa e confiscaram todo o material escrito (livros, notas etc).

Fui levado para a delegacia de polícia onde eu fui acusado formalmente de ser um missionário cristão e de consumir bebidas alcoólicas depois do trabalho. Eu fui preso e colocado numa solitária durante cinco dias.

Depois de minha prisão, eles começaram o interrogatório. Fui questionado o tempo todo e insultado. Um deles me chamou de maldito”.

Tentativas frustradas

Imediatamente depois de sua liberação, o doutor Mamdooh Fahmy tentou obter de volta seu passaporte, mas foi informado de que o documento estava nas mãos da polícia. Este foi só a primeira de uma série de tentativas do cirurgião de voltar para casa.

No mais recente episódio, as autoridades sauditas, seguindo a pressão imposta pelo Cairo, falaram ao doutor que ele só precisava preencher um formulário para a ser repatriado. O homem assim o fez, mas o pedido dele foi rejeitado e os funcionários riram na cara dele pela tentativa de deixar o país.


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