Líderes islâmicos pedem a morte de Mohammed Hegazi
Mohammed Ahmed Hegazi, um jovem egípcio, de 25 anos de idade, convertido ao cristianismo desde os 16 anos, foi condenado à morte, pelos lideres islâmicos no Egito, por ter-se declarado cristão. A condenação veio à tona, quando Mohamed e sua esposa, também cristã, decidiram oficializar a fé, colocando em suas respectivas carteiras de identidade a indicação de cristãos.
A motivação da oficialização religiosa é o filho que, segundo o desejo dos pais, nascerá cristão. Leia mais sobre o caso.
Todavia, segundo as leis do islamismo, "quem renuncia ao islã é um apóstata, um desertor, que merece ser morto; e mais ainda, por se vangloriar de ter deixado o islã". Essa foi a declaração feita pelo reitor da Universidade Islâmica de Al Alzahr, professor Soah Saleh.
Embora oficialmente os cristãos tenham liberdade religiosa no Egito, isso não significa que tenham liberdade para evangelizar.A confissão religiosa das pessoas deve ser discriminada em suas carteiras de identidade.
Os muçulmanos que se convertem, sofrem severa perseguição, o que inclui a marginalização por parte da sociedade, prisões e até tortura.
Perseguição, estupros e extradição
Cristãosrelataram diversascampanhas realizadas por militantes islâmicos, que forçaram aldeias inteiras a se converterem ao islamismo. Extremistas muçulmanos têm-se tornado notórios pelo rapto de mulheres cristãs, numa tática conhecida como "conversão por estupro".
Cristãos estrangeiros podem enfrentar perseguição, prisão ou mesmo extradição.
Nos últimos anos, os cristãos coptas egípcios – que são parte de uma antiga Igreja egípcia – têm sido cada vez mais perseguidos. Alguns foram mortos por militantes radicais, enquanto outros são obrigados a pagar por sua "segurança".
No Egito, 84% da população professa a fé islâmica, e apenas 15%, o cristianismo. Segundo fontes católicas, o total de fiéis cristãos é de 10,3 milhões de habitantes, em lento crescimento de percentual.
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