Ativista denuncia perseguição a dissidentes e cristãos na China

| 24/10/2007 - 00:00


O ativista pró-direitos humanos, Hu Jia, disse à agência Efe que muitos dissidentes chineses foram deportados, torturados ou desapareceram nos últimos dias, na pior campanha de perseguição e derrubada da dissidência em cinco anos na China.

Hu Jia, indicado ao lado de sua mulher para o prêmio Sakharov do Parlamento Europeu, escreveu várias mensagens à imprensa nas quais denunciou o desaparecimento de muitos ativistas.

"Sempre houve dureza na véspera de assembléias, mas desta vez é pior", disse Hu Jia em referência ao Congresso do Partido Comunista Chinês (PCCh) que terminou na semana passada.

Além disso, ele afirmou que as autoridades intensificaram a perseguição com vistas ao ano que vem, quando o mundo estará de olho nos Jogos Olímpicos de Beijing, a fim de que muitas vozes de dissidentes estejam caladas.

"Estão fazendo 80% do trabalho agora para ficarem só com 20% no ano que vem", afirmou Hu, em declarações citadas pelo jornal "South China Morning Post".

Desapareceram recentemente os advogados Gao Zhiseng (leia mais) e Zheng Dajing, o ex-deputado Yao Lifa, o ativista pró-democracia Zhang Wenhe, entre outros.

Além disso, foram detidos - e em alguns casos torturados - o ativista cristão Hua Huiqi (leia mais), o advogado dele Li Heping, a ativista pró-direitos humanos Huang Yan, o sacerdote Liu Fenggang, o escritor Lu Gengsong e o ativista Yang Chunlin.

Hu Jia e sua mulher estão em prisão domiciliar há meses e a vigilância à sua casa aumentou desde o dia 7 de setembro, com quatro novos policiais, além dos 16 anteriores.


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE