Irã nega sentença de morte para ativista holandês

| 07/11/2007 - 00:00


O Irã negou na terça-feira passada, dia 30 de outubro, a notícia de que teria sentenciado à morte Al-Mansouri, 61 anos, um proeminente ativista dos direitos humanos holandês, com acusações de terrorismo.

O ministro das Relações Internacionais holandês, Maxime Verhagen, disse que o embaixador iraniano nos Países Baixos lhe assegurou pessoalmente que Al-Mansouri não seria executado.

"O embaixador holandês no Teerã também recebeu uma afirmação similar das autoridades iranianas", disse o ministro ao parlamento holandês durante um debate sobre o assunto.

Al-Mansouri, 61 anos, foi detido na Síria em maio de 2006 antes de ser transferido para o Irã. Ele recebeu um Prêmio Real holandês por seu envolvimento nos direitos humanos, mas foi acusado pelo Irã de “envolvimento com terrorismo” e de acusações ligadas às suas atividades pró-democráticas.

O ativista era conhecido por defender os direitos humanos das minorias na Síria e Irã. Entre estas minorias, estão os cristãos, que segundo grupos de direitos humanos, passam pelos maiores sofrimentos.

Vários pastores e outros cristãos foram detidos, e alguns executados, com acusações de proselitismo religioso e perpetração de apostasia, crime sob  pena de morte, baseado na lei islâmica do Irã.

Ameaça

O filho de Al-Mansouri, Adnan, disse no dia 29 de outubro que um grupo sírio de direitos humanos disse a ele que seu pai seria executado nas próximas 48 horas.

De qualquer modo, o ministro holandês Maxime Verhagen disse ter recebido garantias de que a família de Al-Mansouri poderia fazer uma ligação ao ativista preso.

Verhagen deixou claro ao embaixador iraniano que a execução traria “sérias conseqüências” para a relação entre Irã e os Países Baixos.

Ele também prometeu aos parlamentares que um enviado especial visitará Teerã na próxima semana.

Diplomatas dos Países Baixos estiveram impossibilitados de visitar Al-Mansouri, nascido no Irã, pois as autoridades iranianas não reconheceram sua naturalidade holandesa, reportou a Agência Nacional de Notícias dos Países Baixos.

O Irã supostamente violou essa garantia para permitir à embaixada holandesa no Teerã acesso ao inquérito.

O caso

Segundo notícias, houve três audiências nesse verão, sem a presença de diplomatas estrangeiros. Verhagen, que ficou sob pressão, disse ao parlamento que está acompanhando o caso.

Maxime Verhagen disse que ele convocou o embaixador iraniano várias vezes, enquanto os diplomatas holandeses no Irã e na Síria protestavam contra o tratamento que Al-Mansouri recebia.

O ministro das Relações Internacionais holandês planeja pedir assistência à União Européia e pode considerar a solicitação do seu predecessor, Ben Bot, para mediar entre os Países Baixos e o Irã.

Ele também disse que a polícia, serviços secretos e outras autoridades devem investigar a situação do filho de Al-Mansouri, que alega ter sido ameaçado pelos iranianos. “É inaceitável que o Irã ou qualquer outro país ameace pessoas nos Países Baixos”, disse Maxime Verhagen.


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