Governo desmente expulsão de missionários

| 23/11/2007 - 00:00


O governo da Eritréia reconheceu que não renovou as licenças de residência de 13 missionários estrangeiros, mas negou os relatos de expulsão.

Diversos sites de notícias da web informaram que no último dia 6 de novembro missionários católicos receberam o prazo de duas semanas para saírem do país, sem mais explicações.

"Este é um assunto de imigração. O visto de residência deles pode não ser renovado", disse o conselheiro presidencial Yemane Ghebremeskel à agência de notícias Reuters, por telefone. "Eles não foram expulsos."

Yemane não deu as nacionalidades dos missionários. Cerca de metade dos 4,6 milhões de pessoas na Eritréia são cristãs e metade é muçulmana. Só os grupos registrados junto ao governo podem praticar sua fé.

Grupos religiosos estrangeiros criticaram o compromisso do novo líder da Igreja Ortodoxa Erítrea e a apreensão de 80 pessoas em maio, incluindo vários cidadãos norte-americanos, durante a invasão a uma cerimônia religiosa.

A Eritréia acusa os grupos religiosos de semearem a dissensão e defendem o direito de prender os que se reúnem ilegalmente. E nega a perseguição por causa da fé, mas é acusada por grupos de direitos humanos e pelo Departamento de Estado dos EUA de violar as liberdades religiosas.

Prisioneiros por causa da fé

De acordo com a agência de notícias Compass Direct, o relatório de uma ONG sobre perseguição de cristãos no mundo estimou que aproximadamente 2 mil pessoas estejam presas em toda a Eritréia por causa de suas crenças religiosas.

Em maio de 2002, o governo da Eritréia decidiu que somente as quatro religiões mais antigas – ortodoxa, católica, luterana, e islâmica – receberiam sanção oficial. Desde então, toda e qualquer reunião religiosa não autorizada é severamente coibida.


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