Jornais republicam polêmica charge do profeta Maomé

Onze jornais dinamarqueses republicaram ontem a polêmica charge do profeta Maomé feita por Kurt Westergaard, ameaçado por um atentado desbaratado na última terça-feira pela polícia, como uma forma de defesa da liberdade de expressão.

Entre os jornais está o conservador "Berlingske Tidende”, que decidiu publicar a charge na qual se vê Maomé com uma bomba no turbante, para expressar, assim como os demais jornais, o repúdio à autocensura, depois das ameaças de morte contra o veterano chargista.

"A liberdade de expressão dá o direito a pensar, a falar, a desenhar o que você quer (...) e os planos terroristas não mudarão nada", afirmou o jornal no editorial.

A polícia prendeu na terça-feira um dinamarquês de origem marroquina e dois tunisianos que supostamente planejavam assassinar Westergaard, autor da charge que integrava uma série de 12 desenhos satíricos de Maomé publicados em 30 de setembro de 2005 no jornal “Jyllands-Posten”.

Onda de violência

A publicação das charges provocou, entre janeiro e fevereiro de 2006, uma onda de violentos protestos contra a Dinamarca no mundo muçulmano.

Outros 50 jornais publicaram a caricatura e protestos violentos se seguiram pela Europa, Oriente Médio e outras partes do mundo, causando a morte de pelo menos 50 pessoas, entre elas, muitos cristãos.

A onda de protestos que seguiu a publicação das charges atingiu o ponto mais crítico quando as embaixadas da Dinamarca em Beirute e Damasco foram incendiadas e os protestos causaram mortes na Nigéria, Líbia e Paquistão.

Ore pelos cristãos que vivem em países muçulmanos. Muitos de nossos irmãos foram açoitados, presos e mortos em 2005 e 2006 por causa das charges, apesar de não terem qualquer relação com elas.