EUA publicam lista negra de violadores de direitos humanos

| 14/03/2008 - 00:00


O Governo dos Estados Unidos tirou a China do grupo dos maiores violadores dos direitos humanos no mundo, mas manteve países como Irã, Coréia do Norte e Mianmar na lista, além de criticar duramente a corrupção na Rússia. Essa é a essência do relatório anual sobre a situação dos direitos humanos em mais de 190 países em 2007, divulgado essa semana pelo Departamento de Estado norte-americano.

O relatório assegura que em alguns países o poder está concentrado em dirigentes que "não prestam contas", como Coréia do Norte, Mianmar, Irã, entre outros e critica a corrupção na Rússia e a violência sectária no Iraque.

Durante uma entrevista coletiva, na terça-feira, o subsecretário de Estado para Direitos Humanos, Jonathan Farrar, não explicou por que a China, anfitriã dos Jogos Olímpicos de agosto deste ano, foi excluída da lista negra, mas destacou que o país teve "um pobre histórico em direitos humanos" no ano passado (leia sobre a ameaça feita aos atletas olímpicos) .

O relatório denuncia os fortes controles à liberdade de culto nas áreas do Tibet e na região autônoma de Xinjiang. E afirma que o governo chinês continua a "monitorar, assediar e prender ativistas, escritores, jornalistas e advogados de defesa e suas famílias, muitos dos quais tentam exercer seus direitos dentro da lei" ( leia sobre a detenção em massa de 270 cristãos).

Repórteres sem Fronteiras contesta

A organização não-governamental (ONG) Repórteres sem Fronteiras disse que a decisão americana "representa uma derrota para organizações de direitos humanos" que estão tentando exercer pressão sobre o governo chinês no ano em que o país sediará os Jogos Olímpicos.

"A situação na China não é, claro, comparável com a da Coréia do Norte ou a da Eritréia, mas a decisão de Washington acontece no pior momento possível, justamente quando a situação está piorando, pouco antes da abertura da Olimpíada", afirmou a representação americana Repórteres sem Fronteiras.

Outros países

O Departamento de Estado criticou com dureza a centralização do poder do Executivo e a corrupção na Rússia. O relatório destacou o assédio às ONGs, as restrições à oposição e aos meios de comunicação e a impunidade em vários assassinatos de jornalistas.

No Iraque, a violência sectária e étnica e a débil gestão do governo contribuíram para a extensão da violação dos direitos humanos e um alto número de refugiados e deslocados internos, segundo a análise.

No Irã, os direitos à liberdade de expressão foram violados, e a repressão a dissidentes, jornalistas, ativistas trabalhistas e defensores dos direitos da mulher cresceu.  As forças de ordem locais recorreram às detenções arbitrárias, à tortura, ao uso excessivo da força, entre outras violações, ressaltou o Departamento de Estado americano.

Brasil

Em relação ao Brasil, a violência das forças de segurança, tanto nas ruas das cidades como nas prisões, é considerado um dos maiores problemas referentes aos direitos humanos. "O governo ou seus agentes não cometeram assassinatos com motivação política, mas as mortes ilegais por parte de policiais estaduais (militares e civis) foram generalizadas", destaca o relatório.

O documento  também destaca que "a violência doméstica continuou sendo generalizada", com 39.416 casos registrados em todo o país em 2006. Porém, o texto reconhece que o total assinalado é só uma fração dos números reais.

Em relação à situação da infância, "milhões de crianças sofreram com a pobreza que afligiu suas famílias, trabalharam para sobreviver e não conseguiram receber educação". “O abuso infantil também "foi um grande problema" durante 2007.


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE