Cristão uigur pode ser condenado à morte

| 15/04/2008 - 00:00


Do mesmo modo como a China vem tratando a desavença com os manifestantes no Tibete, a família de um cristão uigur na vizinha Xinjiang teme que ele possa ser condenado à morte neste mês, depois que os funcionários o acusaram de pôr a segurança nacional em perigo.

Funcionários do governo fecharam o negócio de Alimjan Yimit em setembro passado e o acusaram de usar o local para encobrir uma atividade de pregação do cristianismo entre pessoas da etnia uigur (leia mais). Quando eles o detiveram no dia 12 de janeiro, só disseram para a família que “tratava-se de um problema de segurança nacional".

Diante das recentes manifestações no Tibete, as autoridades detiveram 400 uigures no fim de março, alegando ter ocorrido um protesto na Região Autônoma de Xinjiang.

Risco de morte

A família de Alimjan Yimit teme que ele seja considerado um separatista, crime cuja punição é a morte. Segundo informações de amigos espera-se um veredicto no final de abril.

Acusação semelhante aconteceu com outro cristão uigur, Osman Imin, preso no dia 19 de novembro 2007. As autoridades colocaram Osman em detenção criminal e o acusaram de ajudar os estrangeiros em atividades religiosas ilegais e de revelar segredos estatais, de acordo com a Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês).

Ex-muçulmano convertido

Fontes disseram ao Compass que as autoridades prenderam outro cristão uigure em Urumqi, na capital da província, e outro na cidade de Kashgar, no início do ano.

Alimjan, que foi um muçulmano, se converteu há mais de 10 anos ao cristianismo e se tornou ativo no crescimento da igreja local. Fontes disseram que ele não é nem separatista nem terrorista.

Na realidade, Alimjan e a esposa dele enviaram os filhos a uma escola de idioma chinês, algo raro em Xinjiang. Isso porque os uigures se sentem ressentidos por pertencerem a uma minoria étnica dominada pela cultura chinesa.

Alimjan também tem demonstrado ser um homem de negócios próspero e honesto. Em 1997, uma companhia norte-americana, a Xinjiang Taipingyang Nongye Gongsi, o empregou como intérprete.

Impressionado com as habilidades lingüísticas e técnicas dele, a companhia lhe ofereceu um trabalho de tempo integral em Hotan, ao sul de Xinjiang (uma cidade também conhecido como Hetian).

Depois, Alimjan deixou a companhia em Hotan e voltou a Urumqi, onde foi contratado como gerente de projetos da Jiaerhao Foodstuff Company Ltda.

Durante o emprego dele com empresas estrangeiras ele foi interrogado por diversas vezes por funcionários da Agência de Segurança Estatal local. Alimjan foi proibido de discutir esse assunto com outras pessoas.

Eles também abusaram fisicamente de Alimjan, vasculharam a casa dele e apreenderam o computador pessoal dele. Alimjan fez várias reclamações à sede da agência em Urumqi, sem efeito.

A detenção dele veio como um choque à família e amigos que o descrevem como um homem de uma fé simples expressa firmemente de forma reservada, um direito garantido a ele na Constituição chinesa.

Pontos para orar

Devido a artigos na Constituição de Xinjiang que contradizem a Constituição nacional da China, é ilegal para os uigures assistirem aos cultos de qualquer uma das Três Igrejas Patrióticas em Xinjiang. Por isso eles são forçados a se encontrar em igrejas domésticas não registradas. Bíblias em uigur não são impressas na China e são extremamente difíceis de se obter.

Família e amigos esperam pelo reconhecimento da lealdade e integridade de Alimjan de modo que ele não seja condenado por um "crime contra o estado" e receba a pena de morte. Ore por um livramento.


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