Refugiada iraquiana faz apelo para que marido possa viver nos EUA

| 23/04/2008 - 00:00


Uma refugiada iraquiana relatou no último dia 15 de abril, em um encontro na Casa Branca (sede oficial do governo norte-americano), que gostaria de reatar a união com seu marido, de quem foi forçada a deixar após conseguir exílio nos Estados Unidos.

De acordo com a história publicada pelo "Christian Post", enquanto esteve no Iraque Julet Yousef foi seqüestrada, agredida, e constantemente violentada por ser cristã.

Os seqüestradores só a liberaram três meses depois, com a condição de que ela se converteria ao islã e compareceria à mesquita, com suas filhas. Por causa disso a família foi forçada a escapar da perseguição em direção à Síria e Líbano.

E foi por meio dos esforços do Conselho Caldeu Sírio da América (CASCA, sigla em inglês), que ela e suas três filhas foram aceitas como refugiadas nos Estados Unidos em 2007, mas seu marido não pode ir devido a uma política interna da ONU.

Marido não tem uma das pernas

Julet Yousef, emocionada, disse através de um intérprete: "Fui forçada a levar minhas filhas e vir para os Estados Unidos, mas eu deixei meu marido e ele está sofrendo e precisa de ajuda. Eu rogo a todos para ajudarem meu marido a vir para os Estados Unidos", disse ela, depois de mencionar que ele perdeu uma das pernas na guerra entre Irã e Iraque. "É importante que meu marido possa estar com a gente", ressaltou.

A história da perseguição dela é, de muitas maneiras, semelhante à de centenas de milhares de cristãos iraquianos.

Estima-se que os cristãos constituam cerca de 40% dos refugiados no Iraque, embora só representem 3% da população do país. Calcula-se que 600 mil cristãos iraquianos já tenham deixado o Iraque.

"Nos últimos meses, a perseguição aos cristãos aumentou, incluindo os assassinatos do arcebispo caldeu de Mosul, Paulus Faraj Rahho e de Yussef Adel ( leia mais), sem contar com uma série de ataques a igrejas em janeiro.

Desde 2004, cerca de 40 igrejas cristãs e instituições foram bombardeadas e 12 líderes cristãos foram seqüestrados ou assassinados.

Muitos dos cristãos iraquianos falam em aramaico, idioma de Jesus, que está praticamente desaparecendo.


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