Governo solta terrorista islâmico condenado a dez anos de prisão

| 24/04/2008 - 00:00


O governo do Paquistão soltou Maulana Sufi Muhammad, condenado a dez anos de prisão por terrorismo e permitiu que a organização presidida por ele introduza a sharia ( lei islâmica) no norte do país para fins "pacíficos".

Analistas temem o que chamam de uma "campanha de talibanização" na região e associam a libertação do extremista a uma troca pelo embaixador paquistanês no Afeganistão que está seqüestrado pela milícia Talibã.

Em um acordo firmado com o objetivo de trazer a paz entre comunidades tribais do Paquistão, ficou decidido que a sharia ( lei islâmica) será adotada para as situações cotidianas e questões políticas. O acordo foi assinado na segunda-feira, dia 21 de abril, pelos governos das províncias do norte e oeste.

Acordo com terrorista

Maulana Sufi Muhammad é líder do grupo terrorista Tehreek-e-Nifaz-e-Shariat Muhammadi (TRISM) e foi solto em troca de um cessar-fogo nas áreas controladas pela milícia islâmica.

A polícia paquistanesa prendeu Maulana Sufi Muhammad, em novembro de 2001, enquanto ele tentava cruzar a fronteira com o Afeganistão para organizar " uma resistência antiamericana".

Em 2002, ele foi condenado a dez anos de prisão. Agora, graças ao acordo de paz, as autoridades retirararam as acusações contra o líder da guerrilha e anularam o restante de sua sentença.

Analistas temem que esse acordo seja uma armadilha e fazem um alerta: soltar o líder da guerrilha, uma das condições impostas para liberar o embaixador paquistanês no Afeganistão, Tariq Azizuddin, que está seqüestrado por milícias talibãs, abre um precedente para a talibanização do Paquistão, especificamente nas áreas tribais que todos sabem que não são nada pacíficas".

Democracia?

O acordo, que se tornou público na terça-feira, dia 22 de abril, condena o terrorismo dizendo que "é contra o islã e os princípios morais violar os direitos humanos, uma vez que a morte de inocentes é um ataque aos fundamentos da democracia".

Segundo o texto do acordo, as autoridades expressam confiança na boa fé do grupo radical islâmico TRISM "que respeita o governo do Paquistão e a instituição do Estado".

Com uma ressalva: "Se o respeito mútuo falhar, estaremos prontos para usar de quaisquer meios", declara o governo paquistanês. 

Ao conversar com jornalistas, Maulana Muhammad disse: "O governo tomou a decisão certa. Isso vai ajudar a restaurar e estabelecer uma paz duradoura na região. Todas as disputas devem ser resolvidas com o diálogo."

Ele disse ainda que a organização a qual é líder não possui ligação com pessoas que atacaram o exército, a polícia ou oficiais de segurança. "Soldados, policiais e oficiais do governo são nossos irmãos e os ataques contra eles são ataques contra os ensinamentos islâmicos."


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