Muçulmanos serão mais numerosos do que os cristãos praticantes

| 12/05/2008 - 00:00


O número de cristãos praticantes na Grã-Bretanha tem caído tanto que dentro de uma geração será inferior ao dos muçulmanos praticantes, revelou um relatório sobre as tendências religiosas divulgado na última quinta-feira em Londres.

Em 2050, a Grã-Bretanha terá 2.660.000 muçulmanos praticantes, número três vezes maior que o de cristãos praticantes, revela o estudo da Christian Research que tem o título "Tendências Religiosas".

O estudo, baseado no comparecimento a todas as igrejas ou templos religiosos na Grã-Bretanha, explica que atualmente quase quatro milhões de pessoas vão pelo menos uma vez ao mês à Igreja, seja anglicana, católica ou de outras denominações, e que este número cairá a 899.000 em uma geração.

Muçulmanos crescem

Do outro lado, o número de muçulmanos que comparecem a uma mesquita aumentará de um milhão atualmente a 1,96 milhão em 2035, destaca o documento sobre as práticas religiosas na Grã-Bretanha.

Para as igrejas, esta queda na assistência significa que as mesmas "não serão viáveis financeiramente", acrescenta o estudo.

"A falta de recursos arrecadados para apoiar a infra-estrutura das igrejas obrigará o fechamento de muitas delas", diz o relatório, que calcula que cerca de 4.000 igrejas poderão fechar suas portas no Reino Unido até 2020, caso o número de cristãos praticantes continue caindo.

Dados recentes da Igreja Anglicana indicam que menos de um milhão de pessoas freqüentam as igrejas aos domingos.

Praticantes

Segundo as últimas estatísticas, 1,6 milhão de muçulmanos vivem no Reino Unido, comparado aos 41 milhões de cristãos. Contudo, os especialistas concordam em assinalar que os muçulmanos são mais praticantes em sua religião.

O censo de 2001, que é o mais recente, indica que mais da metade dos muçulmanos respondeu que rezava diariamente, comparado com 6,3% dos cristãos que indicam que vão à igreja uma vez por semana.

A Igreja da Inglaterra criticou a pesquisa, afirmando que contêm falhas metodológicas e que suas conclusões dão margem a "interpretações perigosas".

"Estudos simplistas como este conduzem a erros e não ajudam", afirmou um porta-voz da Igreja da Inglaterra, citado pelo jornal "Daily Telegraph".


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