Tribunal pune reverendo que orou "no nome de Jesus"

O Quarto Tribunal de Apelações decidiu no último dia 23 de julho que a assembléia municipal da cidade de Fredericksburg, na Virgínia, tem toda a autoridade para influenciar no conteúdo de orações proferidas em público a fim de que elas deixem de ter um caráter "sectário", ao se referirem ao nome de Jesus, e concordou em excluir o membro do conselho, o reverendo Hashmel Turner, porque ele orou desse modo.

A ministra da Suprema Corte de Justiça, Sandra Day O’Connor, justificou na decisão por escrito: “A restrição para orações de natureza sectária têm o objetivo de tornar as orações acessíveis às pessoas que vêm de uma variedade de crenças, sem exclui-las ou limitá-las a uma fé em particular.”

Ironicamente, ela admitiu que o reverendo Hashmel Turner foi excluído de participar do conselho da cidade única e tão somente por causa do conteúdo cristão da sua oração.

O governo de Fredericksburg violou todos os direitos coletivos ao estabelecer uma religião não-sectária e requerer que todas as orações sejam adaptadas mediante a ameaça de serem excludentes.

A juíza O"Connor mostrou seu perfil liberal, ao declarar a palavra de Jesus "como um discurso religioso ilegal que pode ser proibido por qualquer conselho que deseja ignorar a Primeira Emenda", assim como ela o fez.

O reverendo Hashmel Turner deveria recorrer ao prefeito, pedir que ele despedisse os demais membros do conselho e refizesse a política para as orações. E, se for o caso, levar a questão a instâncias maiores da Justiça.

Capelão processado

Em janeiro de 2007, o capelão da Marinha, Gordon James Klingenschmitt, foi levado à Corte Marcial por ter orado no nome de Jesus durante uma visita à Casa Branca e acabou sendo demitido como forma de retaliação porque levou o assunto até as últimas conseqüências, a ponto do Congresso norte-americano ter deliberado que todos os capelães estavam livres para orar em nome de Jesus.

“Essa batalha me custou a carreira, minha família está sem casa, perdi US$ 1 milhão em pensão, tudo pela nossa liberdade de orar. É um sacrifício e tanto mas valeu a pena porque os capelães ganharam o direito de orar no nome de Jesus sem serem punidos. Se eu pudesse voltar ao passado, faria tudo de novo”, disse Gordon em entrevista ao WorldNetDaily e ao Baptist Press.

Para saber mais informações, em inglês, clique aqui. Há uma ONG nos Estados Unidos que monitora todas as iniciativas de punir ou impedir que os cristãos possam orar no "nome de Jesus".