Interceda para que a verdade e a justiça prevaleçam no caso Masih

| 20/08/2008 - 00:00


Está marcada para hoje a apresentação do relatório de uma junta médica que deverá atestar se Saba Masih é menor de idade, como alegam seus pais cristãos (relembre). Rashid Rehman, advogado representando os pais, disse que se o relatório disser que Saba Masih já atingiu a puberdade ou que ela deve ter 16 ou 17 anos, então o Tribunal provavelmente dará a custódia da menina a seu marido muçulmano. 

O Paquistão está vivendo um momento político de muita instabilidade, com a renúncia do presidente Pervez Musharraf. Ontem, os membros da coalizão do governo paquistanês se reuniram para analisar a situação política e adiaram a decisão sobre a reabilitação dos juízes destituídos no ano passado pelo então chefe de Estado.

Em comunicado, o Partido Popular do Paquistão (PPP) destacou que, na reunião, "foram discutidos assuntos relacionados ao fortalecimento da democracia e da estabilidade política" após a saída de Musharraf, mas não anunciou nenhuma decisão. Essa mudança significa que diversos juízes poderão ser substituídos nos próximos dias.

Saba Masih, que se casou com um muçulmano depois de ser raptada, já afirmou por duas vezes no Tribunal que tem 17 anos — e a lei paquistanesa exige que as mulheres tenham, pelo menos, 16 anos para se casar sem a permissão de seus guardiões legais. Os pais afirmam que ela só tem 13 anos.

“A lei recebeu uma emenda, e nenhum menor pode contrair núpcias com permissãoou sem permissão”, afirma ele. “Mas em razão da pressão religiosa, o Tribunal pode tomar uma decisão contrária à lei.”

O juiz não pode dar a custódia de Aneela Masih aos raptores, pois ambas as partes concordam que ela tem 10 anos. Por ela afirmar reiteradamente, na audiência de 6 de agosto, que se converteu ao islamismo, ainda não dá para afirmar se ela será devolvida aos pais cristãos.

De acordo com uma interpretação estrita da lei islâmica, um não-muçulmano não pode ter a custódia de uma criança muçulmana.

“Acho que Aneela não será entregue aos pais, mas enviada a um abrigo ou a uma agência de proteção da criança”, diz Rehman, membro de uma Comissão de Direitos Humanos no Paquistão. “Ela não pode morar com os pais que são cristãos.”

As ameaças continuam

Os raptores, no entanto, continuam a intimidar as meninas, disse Raheel, o tio delas.
“Até mesmo no abrigo do governo para mulheres, eles continuam telefonando para elas”, disse ele. “Eles continuam as ameaçar até mesmo no abrigo. Essa é razão por que não podem mudar de idéia.”

Ele disse que os raptores estão ameaçando os pais das meninas para que parem de buscar ganhar novamente a custódia das filhas.
“Eles disseram que não deviam ir ao Tribunal ou eles os matariam”, disse Raheel.

O advogado Rehman disse que, na audiência de 20 de agosto, o Tribunal pode ser um local perigoso, pois a imprensa local publicou histórias defendendo as afirmações dos raptores.

Imprensa

Raheel observou que os jornais urdus locais, “Jang” e “Xpress”, citaram os raptores, e estes afirmavam que a família cristã os estava ameaçando para que as filhas retornassem para eles, embora elas tenham decidido de livre e espontânea vontade abraçar o islamismo.

Asab, o sacerdote da paróquia onde congrega a família Masih, disse que muitos muçulmanos expressaram sua solidariedade para a família cristã, mas temem falar publicamente contra os raptores.

“Muitos muçulmanos, aqueles que estão informados da situação, também são solidários conosco”, disse ele. “Mas a maioria teme falar a verdade. Nesse caso, muitas pessoas de nossa área, muitos muçulmanos, conhecem as pessoas que raptaram as meninas... eles têm péssima reputação na sociedade. Mas até mesmo as famílias muçulmanas temem falar a verdade.”


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