Pedido de oração pela igreja de Basilian

A ilha Basilian localiza-se no extremo norte do arquipélago Sulu, localizado na região sul das Filipinas, próxima à Mindanao, na península Zamboanga. Toda ilha, exceto sua capital, Isabela, faz parte da Região Mulçumana de Mindanao (ARMM, em inglês). A ilha também é base de um grupo ligado à Al-Qaeda, chamado Abu Sayyaf, que é militarmente fraco, mas formado por terroristas bárbaros que financiam e apóiam a ‘jihad’ (guerra santa islâmica) através do crime.

O Abu Sayyaf costumava “levantar fundos” através de seqüestros; entretanto, o tráfico de drogas e a extorsão provaram ser mais fácil e rentável, logo, o seqüestro se tornou basicamente um instrumento de tortura.

Na sexta-feira dia 18 de julho, católicos na ilha de Basilian (praticamente todos os cristãos de Basilian são católicos) receberam cartas dos ‘mujahidins’ (“guerreiros santos” islâmicos) que continham o seguinte ultimato:

“A instrução do Alcorão é que se cristãos vivem em um local muçulmano, eles devem se converter ao islã. Se não quiserem se converter, devem pagar a jizya ( taxa islâmica cobrada de não-muçulmanos). Se eles se recusarem a pagá-la, podem sofrer violência! Estamos dando 15 dias para a resposta, se não a recebermos, os consideraremos nossos inimigos."

Os mujahidins deixaram bem clara sua intenção de converter todo não-muçulmano na província de Basilan, o que não é uma tarefa fácil já que há aproximadamente 96 mil católicos em Basilan. Os cristãos contam que não adianta resistir porque nunca estarão seguros uma vez que os mujahidins provaram, com os ataques terroristas às cidades de Davao, General Santos e Zamboanga, que podem entrar em qualquer lugar.

O objetivo dos militantes islâmicos é forçar o máximo de cristãos possível a fugirem e extorquir dinheiro com a desculpa de “proteger” aqueles que ficarem.

Pessoas do livro

O ultimato dos mujahidins é baseado em vários textos do Alorão, especialmente na Surata 9:1-5, 29, além de jurisprudência islâmica já consolidada. Os textos declaram que a “pessoas do livro”, ou seja, os judeus e os cristãos que vivem na ‘dar-al-Islam’ (terra islâmica), deve ser dado certo tempo para que se convertam ao islã ou se submetam ao Pacto Dhimma.

O pacto inclui o pagamento da jizya: tributo, ou extorsão para proteção e o direito de permanecer vivo. O judeu ou cristão que não se converter ou se submeter será morto e sua propriedade, inclusive esposa e filhos, será tomada como espólio.

Qualquer dhimmi (judeu ou cristão que aceita se subjugar) e que violar o pacto através do não pagamento da jizya, ou qualquer tipo de blasfêmia, deixa de estar “protegido” da jihad. Tal prática tem sido ressuscitada em todo mundo islâmico, principalmente por membros de comitês de vigilância que usam o “conflito” para conseguirem permissão tácita.

De acordo com o Bispo Martin Jumoad, os cristãos de Basilian estão sendo aterrorizados e a polícia e o Exército não estão dispostos a agir em sua proteção. No domingo, dia 20 de julho, mujahidins armados pararam um jipe de passageiros às 7:30h da manhã, na estrada que liga a cidade de Lamitan e Tumahubong.

Apenas os cristãos presentes foram feitos reféns, enquanto os yakan (muçulmanos que vivem no local) ficaram em segurança. Segundo relatos, as vítimas do seqüestro foram o motorista Ronnie Ando, as passageiras Vilma Ayson, Wilma Sumerhido e duas crianças, todas elas paroquianas da igreja de São Vicente Ferrer em Sumisip. Nenhum pedido de resgate foi feito até agora.

Pedidos de Oração:

- Ore para que o onipresente Espírito Santo conforte e sustente os cristãos de Basilan que estão sendo aterrorizados, em especial os que foram seqüestrados pelos terroristas islâmicos; que o Deus Todo Poderoso os liberte e os proteja.

- Que o Senhor envie os Seus anjos para proteger, defender e resgatar Seus amados. Ore pela conversão de vizinhos, polícia local, Exército filipino e norte-americano na área;

- Ore para que Abu Sayyaf e todos os outros mujahidins e fundamentalistas islâmicos sejam derrotados – militarmente, logisticamente e ideologicamente – e para que as pessoas do sul das Filipinas possam viver em paz com a luz, o sal e o crescimento espiritual da Igreja. Que Deus frustre o caminho dos ímpios (Sl 146:9).