Casal cristão assassinado e casas queimadas em Orissa

| 08/10/2008 - 00:00


Um casal cristão foi assassinado, uma mulher encontrada morta, inúmeras casas e igrejas foram queimadas e bombas de baixa intensidade explodiram em um campo de refugiados na semana passada em Kandhamal, uma cidade do Estado de Orissa. Lá, a violência de extremistas Hindus começou há mais de um mês.

No domingo, dia 28 de setembro, a polícia encontrou em um rio o corpo de Priyatamma Digal, uma auxiliar de enfermagem e parteira. Na segunda-feira, o corpo de seu marido, Meghanath, foi resgatado. De acordo com o jornal The Times of India, o casal cristão foi morto na quinta-feira anterior, dia 25 de setembro.

Os ataques as aldeias de Rudangia, Telingia e Gadaguda em Kandhamal, que foram realizados por grupos armados não-identificados na manhã do dia 30 de setembro, resultaram em mais de cem casas queimadas e na morte de Ramani Nayak, da aldeia de Rudangia, informou o jornal The Hindu. Sua associação religiosa não foi identificada até o encerramento da matéria.

Oito pessoas ficaram gravemente feridas nos ataques, segundo os relatos, e cerca de 20 pessoas sofreram ferimentos leves.

Ontem, explosões de bombas abalaram três campos de refugiados de Kandhamal, na região de Nuagaon, na aldeia Mahasinghi e na cidade de Baliguda, segundo informou o órgão de notícias Press Trust of India (PTI).

O ocorrido não causou vítimas, mas as explosões deixaram os demais residentes dos campos de refugiados temendo por suas vidas.

“Já que eles foram bem sucedidos em explodir bombas em local próximo aos campos de refugiados, que são bem protegidos, não há garantias de que as próximas explosões não ocorram em outros campos”, afirmou um refugiado ao PTI.

Ataques com machados

O jornal The Times of India também informou que cinco casas foram incendiadas no quarteirão de Phirigia em Kandhamal (jurisdição da polícia de Gochhapada) no domingo à noite.
 
Em 25 de setembro, cerca de 700 pessoas armadas com machados, espadas e barras de ferro atacaram a Casa dos Missionários da Caridade na aldeia de Sukananda em Kandhamal, reportou a agência Asia News.

No final do dia 24 de setembro, uma multidão atacou cerca de 30 residências e duas casas de oração na aldeia de Simanjodi e outras 50 casas na aldeia de Batingia, informou o jornal The Indian Express.
 
No povoado de Rakingia, uma equipe do grupo de rápido combate ao desastre de Orissa (ODRAF) foi atacada. Eles haviam ido lá para desobstruir estradas. O ataque forçou a escolta policial a abrir fogo, acrescentou o jornal.

“Dois tribais foram supostamente mortos”, publicou o jornal. “Fontes disseram que tribais com arcos e flechas dispararam um ataque contra ODRAF.”

De acordo com o Conselho Geral dos Cristãos da Índia (AICC), pelo menos 57 pessoas foram mortas, mais de 18 mil feridas e mais de 4.300 casas, 150 igrejas e 13 instituições educacionais foram destruídas desde a eclosão de violência em Orissa, iniciada em 24 de agosto. Duas mulheres cristãs foram estupradas.

A violência, que depois se espalhou para pelo menos 14 regiões de Orissa, deixou mais de 50 mil pessoas sem abrigo.


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