Presos pagam por "hospedagem" em centro de detenção

| 24/10/2008 - 00:00


Sete membros de uma igreja doméstica pentecostal em Tashkent, capital do Uzbequistão, foram sentenciados a 15 dias na prisão por atividades cristãs pacíficas. Eles devem ser libertados amanhã, 25 de outubro.

Outros cinco cristãos foram multados.

Em 10 de outubro, em duas audiências separadas, o juiz Inobat Sabirova, do tribunal criminal do distrito de Mirabad, multou e sentenciou à prisão membros de uma igreja doméstica que se reunia na casa de um casal. Todos foram considerados culpados por "violar a ordem ao realizar protestos, passeatas e reuniões ao ar livre", e também de violarem a lei que rege a religião.

Na primeira audiência, Aleksandr Kolesnikov e Yelena Kolesnikova, donos da casa, foram acusados e condenados por realizar uma reunião ilícita, sem solicitar a permissão do governo. Foi dito que Aleksandr ensinava doutrinas religiosas sem possuir “educação religiosa especial”.

Nenhum dos dois admite ter violado a lei, argumentando que haviam se reunidos com amigos em sua casa para orarem juntos, por ocasião da morte de um parente.

O tribunal sentenciou Aleksandr a 15 dias de prisão administrativa. Yelena foi multada em 125.200 soms (US$ 94).

O juiz Inobat ordenou que as Bíblias, os hinários e os livros confiscados na casa fossem destruídos.

Na segunda audiência, realizada no mesmo dia, o juiz Inobat puniu os outros dez membros da igreja.

Seis deles foram condenados também a 15 dias de prisão administrativa. Enquanto estão presos, seria cobrado 15% de um salário mínimo em benefício do centro de detenção em que estão. Foi estipulado que termo da sentença seria contado a partir de 10 de outubro.

Os outros quatro pagaram uma multa do mesmo valor que Yelena pagou.

Uma fonte de Tashkent que pediu anonimato disse que os sete membros da igreja doméstica, condenados à prisão, foram levados diretamente do tribunal para o centro de detenção, este último, situado no distrito de Khamza.

"Eles foram informados de que seriam libertados na manhã de 25 de outubro, assim que a acomodação deles no centro tivesse sido paga”, a fonte informou.

Esses presos não receberam cobertores, lençóis ou travesseiros, disse a fonte, que acrescentou: "Essas celas não são aquecidas e não há nem água e nem vaso sanitário. De manhã e de tarde, cada cela recebe um litro e meio de água, em garrafas plásticas. Também recebem garrafas plásticas vazias para urinarem. Aqueles que querem sair durante o dia são levados para fazer uma espécie de trabalho forçado, pelo qual não são pagos”.


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